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Presentes para o Dia das Mães subiram menos que a inflação, diz FGV

Alana Gandra

Da Agência Brasil

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O preço dos presentes mais escolhidos para o Dia das Mães subiu, em média, 6,39% em um ano, abaixo da inflação, segundo pesquisa divulgada hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). O levantamento considerou a inflação média de 9,13% acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

As maiores altas em relação a 2015 foram registradas nos preços de ingressos de teatro (34,48%), vinhos (25,97%) e passagens aéreas (20,43%).

Na divisão por grupos, os presentes culturais foram os que mais subiram, com preços 7,84% maiores que no ano passado; seguidos pelos chamados presentes executivos (para mães que trabalham fora), que subiram 6,29%. O terceiro grupo, de itens relacionados ao conforto do lar, registrou aumento de 2,03% nos preços.

Momento ruim para presentes parcelados

Segundo o economista e pesquisador do Ibre André Braz, "os itens que subiram mais são aqueles que cabem mais facilmente no bolso".

"Pagar um ingresso de teatro, por mais que ele tenha ficado caro, não é uma meta difícil. A meta difícil, muitas vezes, é comprar um bem durável, como uma máquina de lavar, uma geladeira nova", analisou.

Como os bens duráveis costumam ser comprados em prestações, via financiamento, os presentes dessa categoria devem ser menos procurados neste ano. Com a taxa de juros mais alta e o aumento do desemprego, compras em parcelas requerem mais planejamento, segundo o economista. "Muita gente perdeu o emprego, a taxa de juros está alta. Não é porque subiu menos de preço que (esses itens) se tornam uma boa opção de presente".

De acordo com a pesquisa da FGV, máquinas de lavar roupa e geladeira e freezer apresentaram queda de 2,21% e 2,17%, respectivamente, no período de 12 meses.

Estimativa de vendas

O Centro de Estudos do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL Rio) espera que as vendas deste ano para o Dias da Mães aumentem 2%, com base em levantamento feito com mais de 500 lojistas. Para o comércio, a data é a segunda mais importante do ano, atrás apenas do Natal.

O presidente do CDL Rio, Aldo Gonçalves, disse que a perspectiva é "moderadamente otimista" e, apesar de positiva, reflete a queda no movimento comercial registrada nos últimos três meses.

Entre os consumidores, 49% pretendem comprar presentes para as mães no próximo domingo (8), segundo Pesquisa Nacional sobre a Intenção de Compra, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e Instituto Ipsos. No ano passado, o índice era 46%.

As opções preferidas, segundo o levantamento, são roupas (27%), perfumes e cosméticos (18%) e calçados e bolsas (15%). O valor médio que os consumidores pretendem gastar é R$ 144,83. O dado leva a Fecomércio-RJ a estimar que a data deve movimentar em torno de R$ 10,8 bilhões no comércio brasileiro.

Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em pesquisa divulgada no final de abril, estimou que o comércio varejista nacional deve experimentar retração de 4,1% nas vendas referentes ao Dia das Mães. Segundo a entidade, este poderá ser o pior desempenho para a data desde 2004.

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