EUA mantêm juros entre 0,25% e 0,5%; taxa deve subir 2 vezes neste ano

Do UOL, em São Paulo

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros no país na faixa entre 0,25% e 0,5%. A decisão foi anunciada na tarde desta quarta-feira (15), após uma reunião de dois dias.

Para efeito de comparação, a taxa de referência atual no Brasil, a Selic, é de 14,25% ao ano.

O Fed sinalizou que ainda planeja duas altas da taxa neste ano, dizendo esperar que o mercado de trabalho ganhe força após a recente desaceleração.

No entanto, o Fed reduziu suas projeções econômicas para 2016 e 2017.

Como a mudança nos juros dos EUA afeta o mundo?

A taxa de juros dos EUA é capaz de modificar as regras do jogo da economia mundial. 

Com a alta dos juros por lá, os investidores podem começar a achar vantajoso aplicar seu dinheiro nos Estados Unidos, que são considerados uma economia forte e estável. Isso causaria a migração de recursos que atualmente estão aplicados nos mercados emergentes, como o Brasil.

Por que os juros estão tão baixos nos EUA?

Com a crise de 2008-2009, os EUA registraram desaceleração da economia, aumento do desemprego, queda da confiança de empresários e do consumo das famílias, com crédito escasso.

O Federal Reserve baixou, então, os juros para tentar estimular investimentos e consumo e movimentar a economia.

Outra medida adotada foi a injeção de dinheiro, comprando títulos públicos (pedaços da dívida estatal, vendidos pelo Tesouro dos EUA) em mãos de investidores e bancos.

Quem decide se os juros ficam iguais ou sobem?

Quem define os juros é o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) --equivalente ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no Brasil.

Os 12 membros do Fomc se reúnem oito vezes durante o ano para avaliar as condições econômicas e financeiras e definir se a política monetária do país está adequada para esse cenário. 

Para determinar o nível dos juros, o Fomc leva em conta principalmente dados relativos ao mercado de trabalho e à inflação --a meta é de 2%. 

(Com agências de notícias)

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