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Homens vão mais vezes ao shopping, mas mulheres passam mais tempo lá

Do UOL, em São Paulo

  • Thinkstock

Os homens vão mais vezes ao shopping do que as mulheres, de acordo com uma pesquisa da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) em parceria com a empresa de pesquisa alemã Gfk. Em média, os homens vão ao shopping oito vezes por mês, enquanto as mulheres vão sete.

Embora a frequência de visitas seja maior entre os homens, as mulheres são maioria nos shoppings. Elas representam 59% dos frequentadores. Elas também passam mais tempo nos centros de compras: em média 80 minutos, contra os 71 minutos registrados pelos homens.

Datawrapper

O estudo foi feito por meio de entrevistas com frequentadores na saída dos shoppings. Foram realizadas 3.327 entrevistas entre 9 e 12 de março deste ano. 

Elas foram feitas nas cidades de Belém (PA), Belo Horizonte BH), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Thinkstock
 Classe A gasta mais tempo

Os visitantes de classe A vão mais vezes ao shopping e passam mais tempo lá do que a média. Eles vão cerca de nove dias ao mês e passam 80 minutos nos centros de compras.

A pesquisa também mostra que mais da metade dos frequentadores (63%) vai ao shopping semanalmente, e o tempo de permanência média é de 76 minutos.

Mulheres de classe A, com idade entre 16 e 19 anos, são as que passam mais tempo no shopping.

Juliana Knobel/Frame/Agência O Globo
 Presença de jovens aumenta

O número de jovens que vão ao shopping aumentou. A presença de frequentadores com idade abaixo de 19 anos saltou de 10%, em 2012, para 18%, em 2016.

Em sua maioria, esse público vai ao shopping acompanhado (76%) e costuma permanecer mais tempo no local do que visitantes de outras faixas etárias (81 minutos, em média).

Os solteiros também estão ainda mais presentes nos shoppings e representam 63% dos frequentadores, contra 49% registrado em 2012.

O estudo revelou, ainda, que o shopping continua sendo opção para famílias, amigos e casais, já que 60% dos visitantes vão aos centros de compras acompanhados.

"Tal comportamento está alinhado à tendência de os shoppings serem vistos, cada vez mais, como espaços de lazer, núcleos de convivência aonde as pessoas vão para passear e se divertir, não só para fazer compras", afirma Adriana Colloca, superintendente da Abrasce. 

Fabrício Calado/ UOL
 Motivos de ir ao shopping

Segundo 45% dos entrevistados, a principal motivação para a visita continua sendo fazer compras. Na sequência, estão opções como ir a lanchonetes, restaurantes ou cafés (19%), ver vitrines/passear (18%) e utilizar serviços (15%).

Entre os serviços mais buscados em shoppings, estão os que permitem algum tipo de transação bancária (caixa eletrônico, lotérica, agência bancária).

O levantamento aponta, também, que a maioria dos frequentadores vai ao shopping com um objetivo em mente. O estudo indicou que 72% das pessoas foram em busca de uma loja específica. Além disso, a maioria dos consumidores (59%) que vai às lojas realiza uma compra.

Divulgação
Cinema se destaca

Apesar de ser o principal motivo, as pessoas não vão ao shopping só para comprar. O lazer é um segmento que continua apresentando grande destaque. O hábito de ir ao cinema, por exemplo, vem crescendo ao longo dos anos, com salto de 79%, em 2012, para 88%, em 2016.

O percentual de visitantes que tem como principal objetivo a ida ao cinema também quase dobrou em relação a 2012, representando hoje 7% do público, contra 4% em 2012.

Esse costume continua muito ligado à alimentação: o percentual de pessoas que foi ao cinema e também consumiu alimentos no shopping apresentou alta de 74%, em 2012, para 86%, em 2016.

Getty Images
 Gastos aumentaram

Os consumidores estão gastando mais. Entre 2012 e 2016, o gasto médio por cliente apresentou elevação de 24%, correspondendo hoje a R$ 243,82.

"Dados como esse atestam a força dos centros de compras, mesmo em momentos desafiadores. Resilientes, os shoppings são modelos de negócio que se destacam pelo diversificado mix de lojas e oferta variada de serviços, conveniência, lazer e entretenimento", diz Adriana.
 

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