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'Não descartamos aumentos pontuais de impostos', diz ministro da Fazenda

Pedro Ladeira/Folhapress
Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

07/07/2016 19h48Atualizada em 07/07/2016 22h14

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou nesta quinta-feira (7) que o governo federal deve fechar 2017 com um rombo de R$ 139 bilhões em suas contas e que a ideia é arrecadar R$ 55 bilhões a mais do que seria esperado.

Para aumentar a arrecadação, o ministro citou medidas como venda de negócios, concessões públicas e venda de ações de estatais na Bolsa, mas não mencionou aumento de impostos. Ao ser questionado sobre isso por jornalistas, ele respondeu que a medida não está descartada.

"Não descartamos aumentos pontuais de impostos", afirmou. "Estaremos definindo essas questões até o final de agosto, quando estaremos definindo o Orçamento de 2017."

Rombo de R$ 139 bilhões

A proposta do governo de fechar o ano que vem com um rombo de R$ 139 bilhões é menor do que a meta fiscal deste ano, que estima um rombo recorde de R$ 170,5 bilhões.

Para as contas do país como um todo, o rombo em 2017 deve chegar a R$ 143 bilhões, considerando R$ 3 bilhões por parte das estatais e R$ 1 bilhão, dos Estados e municípios, segundo o governo. 

Congresso aprova antes do recesso?

Oficialmente, a Lei de Diretrizes Orçamentárias precisa ser aprovada até quarta-feira (13) para que os parlamentares possam entrar em recesso de meio de ano.

Porém, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), já afirmou que, caso a proposta não seja aprovada até a data limite, haverá o chamado "recesso branco". Isso signifca que o Parlamento não irá suspender suas atividades oficialmente, mas, na prática, não ocorrerão sessões deliberativas até agosto.

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