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Inflação desacelera para 0,14% em abril e é a menor para o mês desde 1994

Do UOL, em São Paulo

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial, desacelerou e fechou abril em 0,14%, após ficar em 0,25% em março. Foi a menor inflação para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. 

Em 12 meses, o índice acumula alta de 4,08%. É a menor taxa acumulada em quase 10 anos, desde julho de 2007 (3,74%).

As informações foram divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (10). 

A meta em 2017 é manter a inflação em 4,5% ao ano, mas há uma tolerância de 1,5 ponto, ou seja, pode variar entre 3% e 6%.

Em abril do ano passado, o IPCA foi de 0,61%.

No ano passado, a inflação oficial no Brasil foi de 6,29%, dentro do limite máximo da meta. O objetivo era manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos para mais ou para menos, ou seja, podendo variar entre 2,5% e 6,5%. 
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Conta de luz e gasolina mais baratas

A desaceleração da inflação foi puxada pela queda de 6,93% na conta de luz, mais barata devido aos descontos aplicados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para compensar uma cobrança indevida ocorrida no ano passado. Como a energia foi responsável pela significativa parcela de 3,5% da despesa das famílias, ela representou o maior impacto negativo no ranking do mês. 

O transporte também ficou mais barato, afetado pela queda de 1,95% nos preços dos combustíveis. O litro da gasolina ficou 1,75% mais barato e, o do etanol, 3,33%. Por outro lado, houve, no grupo, pressão das passagens aéreas, com alta de 15,48%, e dos ônibus urbanos, com 0,69%.

Por outro lado, os gastos com saúde e cuidados pessoais pesaram mais, com aumento de 1,95% nos preços dos remédios, refletindo o reajuste anual em vigor a partir de 31 de março.

Tomate sobe quase 30%

Considerando os alimentos, o tomate (+29,02%), a batata-inglesa (+20,81%) e a cebola (+6,03%) lideram a alta de preços.

Na outra ponta, o feijão preto (-8,29%), o óleo de soja (-4,17%) e o chocolate (-2,92%) ficaram mais baratos. 

Juros X Inflação

No mês passado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu cortar a taxa básica de juros (Selic) pela quinta vez seguida. A Selic caiu 1 ponto percentual, para 11,25% ano. 

Os juros são usados pelo Banco Central para tentar controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a caírem. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo. 

A inflação mais baixa que o esperado em 2016 contribuiu para a decisão do Copom de reduzir os juros e o resultado do mês passado pode contribuir para novos cortes.

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