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Greve nos Correios atinge 23 Estados e DF; SP e RJ também podem parar

Do UOL, em São Paulo

  • Rivaldo Gomes/Folha Imagem

A greve dos funcionários dos Correios completou sete dias nesta terça-feira (26) e atinge agora 23 Estados e o Distrito Federal, segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares). De acordo com a entidade, a paralisação é parcial. (Veja os locais abaixo)

Trabalhadores da região metropolitana de São Paulo, Bauru (no interior do Estado) e os Estados do Rio de Janeiro, Tocantins e Maranhão ainda não estão em greve, mas os sindicatos desses locais farão assembleia nesta terça-feira para decidir se vão paralisar, ou não, suas atividades.

Entre as reivindicações, a federação queria reajuste salarial de 8% e aumento de outros benefícios. "Além de adiar a negociação por três vezes e jogar vários temas para depois do combinado, a empresa segue retirando cláusulas e sugerindo alterações que ferem apenas os direitos dos trabalhadores", informa nota da entidade. 

A federação também é contra a privatização dos Correios.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que uma oferta inicial de ações na Bolsa pode ser uma boa alternativa para os Correios, como um passo anterior à privatização total.

Serviços afetados

De acordo com o último balanço divulgado pelos Correios, 9,41% dos funcionários não foram trabalhar nesta terça-feira. Na segunda-feira (25), 9,23% dos empregados não tinham comparecido, de acordo com a empresa.

Os Correios afirmam que os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje, Disque Coleta e Logística Reversa Domiciliária) estão com postagens suspensas para: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul e algumas cidades do interior de São Paulo.

"O volume dos serviços com hora marcada postado para esses destinos representa apenas 0,5% de todas as encomendas entregues pelos Correios e a suspensão foi realizada com o intuito de redirecionar os recursos para os demais serviços, que são os mais utilizados pelos clientes", afirmam os Correios, em nota.

A empresa diz que sua rede de atendimento está aberta em todo o país e que os demais serviços, inclusive o Sedex e o PAC, "continuam sendo postados e entregues em todos os municípios do país, sem exceções".

A empresa diz, ainda, que realizou um mutirão no final de semana para manter o serviço em dia, tendo sido entregues 1,7 milhão de cartas e encomendas, e que o TST (Tribunal Superior do Trabalho) concedeu liminar na segunda-feira determinando que os sindicatos garantam no mínimo 80% dos trabalhadores em cada unidade dos Correios, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia se isso for descumprido.

Entidades de defesa do direito do consumidor alertam que, mesmo com a greve, os clientes devem pagar em dia contas que chegarem atrasadas, para evitar multas.

Estados afetados pela greve

Veja os locais de paralisação, segundo a Fentect: 

  • Acre
  • Alagoas
  • Amapá
  • Amazonas
  • Bahia
  • Distrito Federal
  • Ceará
  • Espírito Santo
  • Goiás
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul
  • Minas Gerais 
  • Pará
  • Paraíba
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Rio Grande do Sul
  • São Paulo (Campinas, Santos, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Vale do Paraíba)
  • Rondônia
  • Roraima
  • Sergipe
  • Santa Catarina

SP e RJ podem entrar em greve

A região metropolitana de São Paulo, Bauru (SP) e os Estados do Rio de Janeiro, Tocantins e Maranhão ainda não foram afetados pela greve.

Isso porque os trabalhadores desses locais são representados por outra federação, a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), que ainda não aprovou a paralisação.

Assembleias dos sindicatos ligados à Findect estão marcadas para esta terça-feira, quando pode ser aprovada a greve.

A Findect orienta os sindicatos a aprovarem a greve. Ela diz que a proposta apresentada pelos Correios prevê reajuste salarial de 3% só em janeiro do ano que vem, ponto "que impossibilita o fechamento de um acordo", segundo a entidade.

Os sindicatos querem que o reajuste seja retroativo à data-base da categoria, que é 1º de agosto.

De acordo com a Findect, apenas a região metropolitana de São Paulo e o Estado do Rio de Janeiro, juntos, representam 70% do fluxo postal do Brasil. A entidade representa cerca de 40 mil funcionários dos Correios, ou aproximadamente 40% do total de trabalhadores da empresa.

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