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Produtores jogam 500 mil ovos fora e matam 400 mil aves durante greve no DF

Jéssica Nascimento

Colaboração para o UOL

  • Divulgação/Secretaria de Agricultura

    500 mil ovos foram descartados desde o início da paralisação dos caminhoneiros

    500 mil ovos foram descartados desde o início da paralisação dos caminhoneiros

500 mil ovos jogados fora e 400 mil aves abatidas em todo o Distrito Federal. Esse é o prejuízo, calculado até o momento, que produtores rurais sofreram desde o início da greve dos caminhoneiros, que completou nove dias nesta terça-feira (29).  Segundo a Secretaria de Agricultura, Brasília é a responsável por 6% da produção de ovos férteis em todo o país.

Cerca de 60 caminhões de ração estão parados nas rodovias de acesso à capital, que seguem bloqueadas mesmo após o presidente Michel Temer anunciar "absoluta convicção" em solucionar a paralisação. Por esse motivo, segundo o secretário de Agricultura, Argileu Martins, quase meio milhão de pintinhos, de 200 granjas em todo o DF, tiveram que ser mortos.

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Outros 500 mil ovos foram descartados por não haver possibilidade de o produto chegar aos consumidores em boas condições.

"Os pintinhos estavam sem alimentação e, para não sofrerem, a indicação é que sejam sacrificadas. Brasília tem hoje cerca de 10 milhões de aves de corte alojadas, 120 mil suínos, dois milhões de matrizes de aves poedeiras, e produzimos mais de dois milhões de ovos férteis. Nossa principal preocupação é garantir a alimentação desses animais e o escoamento dos produtos", disse o secretário ao UOL.

Divulgação/Secretaria de Agricultura
Caminhões usaram rotas alternativas para levar alimento a granjas em Brasília

Vários representantes do setor produtivo de aves e suínos se reuniram com o secretário durante a manhã desta segunda-feira para discutir sobre as demandas emergenciais e avaliar os impactos da greve. Até o momento, os setores mais afetados com a paralisação  foram os de aves e suínos, atingindo tanto os agricultores familiares quanto os grandes produtores rurais.

"Toda a cadeia produtiva foi atingida. Não há como estimar um prejuízo total, vamos saber quando tudo for normalizado. O nosso foco agora é levantar onde estão os caminhões retidos e a tomada de medidas para permitir o trânsito desse produto para garantir que não aconteça um problema de desabastecimento e nem ambiental", destacou o secretário.

O governo também diz que trabalha para atender as demandas emergenciais desde sexta-feira (25) e já fez a escolta de mais de 200 caminhões com combustível, ração e medicamentos.

O UOL apurou que caminhões pegaram rotas alternativas durante o período de paralisação para levar alimento a granjas do Distrito Federal, na tentativa de minimizar o prejuízo de produtores locais.

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