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Juro do rotativo do cartão cai em maio, mas ainda é de 303,5% ao ano

Do UOL, em São Paulo

27/06/2018 11h20

Os juros do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial caíram de abril para maio e também na comparação com o mesmo mês de 2017. Em média, os juros do rotativo passaram de 328,6% ao ano em abril para 303,5% ao ano no mês passado. Em maio de 2017, o custo do empréstimo ficou em 380% ao ano. 

No cheque especial, os juros caíram de 321% ao ano em abril para 311,9% ao ano em maio. No mesmo mês do ano passado, ficou em 325,1% ao ano. 

Os dados do ICC (Indicador de Custo de Crédito) foram divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Banco Central. Segundo o BC, o indicador considera, além da taxa média de juros cobrada no último mês, as taxas praticadas em períodos anteriores que ainda provocam efeito no pagamento de juros pelos consumidores. 

O ICC apresenta números semelhantes aos da taxa média de juros. Em maio, por exemplo, enquanto o ICC do rotativo do cartão foi de 303,5%, a taxa média de juros do rotativo foi de 303,6%. 

Rotativo do cartão de crédito

  • Para quem pagou o valor mínimo da fatura: 243% ao ano
  • queda na comparação com abril (248,1%)
  • queda em relação a maio de 2017 (457,2%)
  • Para quem não pagou nem o valor mínimo da fatura: 346,1% ao ano
  • queda na comparação com abril (385,2%)
  • queda em relação a maio de 2017 (457,2%)
  • Média (considera as duas opções acima): 303,5% ao ano
  • queda na comparação com abril (328,6%)
  • queda em relação a maio de 2017 (380%)
  • Parcelamento da fatura do cartão de crédito: 152,7% ao ano
  • alta na comparação com abril (152%)
  • alta em relação a maio de 2017 (140,8%)

Novas regras do cartão 

Desde abril do ano passado, o consumidor só pode usar o rotativo do cartão por, no máximo, 30 dias. Após esse período, o banco deve apresentar uma proposta mais vantajosa para o cliente, como o crédito parcelado, no qual você define o número de prestações na hora da aquisição. Nesse caso, os juros são mais baixos que no rotativo, mas ainda assim altos.

Antes, se o consumidor não pagava o valor total da fatura do cartão de crédito, a dívida era jogada para o mês seguinte, por meio do chamado crédito rotativo. Isso acontecia mês a mês, sucessivamente, com a cobrança de juros sobre juros, transformando a dívida numa bola de neve.

Esses são números médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas).

Confira a variação das modalidades de crédito:

  • Rotativo do cartão de crédito: de 328,6% ao ano em abril para 303,5% ao ano em maio
  • Cartão de crédito parcelado: de 152% ao ano em abril para 152,7% ao ano em maio
  • Cheque especial: de 321% ao ano em abril para 311,9% em maio
  • Crédito pessoal não-consignado: de 122,8% ano em abril para 121,9% ao ano em maio
  • Crédito pessoal consignado: de 27,4% ao ano em abril para 27,2% ao ano em maio
  • Compra de veículos: de 23,9% ao ano em abril para 23,7% ao ano em maio
  • Financiamento imobiliário: mantida em 9,2% ao ano em maio

Metodologia

O Banco Central passou a divulgar no ano passado o ICC (Indicador de Custo de Crédito), que acompanha o custo dos empréstimos bancários no país.

O indicador não considera apenas a taxa média de juros praticada no último mês, de acordo com o BC, mas também o custo dos empréstimos tomados em períodos anteriores. 

"O ICC é uma medida que reflete, além da taxa de juros contratada, a intensidade de uso de crédito, considerados tanto os volumes tomados, quanto os prazos em que foram efetivamente utilizados", informa o BC. 

Taxa básica de juros

Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 6,5% ao ano. A Selic passou por sucessivos cortes desde outubro de 2016, o que deixou a taxa de juros no menor nível da história.

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. Ela não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos.