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Brasileiros têm usado mais o cartão de crédito para compras à vista, diz BC

Getty Images
Imagem: Getty Images

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

03/10/2018 12h35

Os brasileiros têm usado mais o cartão de crédito para pagar compras à vista. O total de gastos acumulados chegou a R$ 149 bilhões em junho de 2018, em comparação com R$ 130,3 bilhões em junho de 2017, numa alta de 14,3%. Os dados são do Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado nesta quarta-feira (3) pelo Banco Central (BC).

Por outro lado, caiu 20,3% o total de compras parceladas no cartão de crédito: passou de R$ 14,8 bilhões, em junho de 2017, para R$ 11,8 bilhões, em junho deste ano.

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Além de gastar mais, a taxa média de pagamento da fatura do cartão de crédito subiu de 73,9%, em maio de 2017, para 77%, em maio de 2018.

Segundo o BC, a recuperação da economia, mesmo lenta, ajudou na retomada do consumo. Ainda segundo o relatório, a queda do desemprego e a melhora no salário das famílias ajudaram a reduzir o endividamento e o comprometimento da renda das famílias. Com isso, de acordo com o BC, os consumidores têm mais espaço no orçamento para comprar e pagar o cartão de crédito.

O diretor de Fiscalização do BC, Paulo Souza, afirmou que o aumento na taxa média de pagamento das faturas do cartão está ligado às ações de educação financeira da autoridade monetária. "Isso é um reflexo da agenda BC+ de conscientizar a população das taxas elevadas de juros para quem não paga a fatura em dia."

Novas regras do cartão de crédito

O BC anunciou novas regras para tentar conter os juros tão altos do rotativo do cartão de crédito. Desde abril do ano passado, o consumidor só pode usar o rotativo do cartão por, no máximo, 30 dias. Após esse período, o banco deve apresentar uma proposta mais vantajosa para o cliente, como o crédito parcelado, no qual você define o número de prestações na hora da aquisição. Nesse caso, os juros são mais baixos que no rotativo, mas ainda assim altos.

Além disso, desde 1º de junho, o pagamento mínimo da fatura, que antes era fixo para todos os bancos, de 15%, agora terá percentual variável, definido por cada instituição.

Outra mudança foi quanto à cobrança de encargos. Antes, os bancos cobravam taxas diferentes no caso de atraso no pagamento das faturas de cartão de crédito, como taxa de inadimplência ou taxa de saque, além da taxa do rotativo, acrescida de multa e de juros de mora. Com a nova regra, a cobrança de encargos passa a ser limitada à taxa do rotativo, mais multa e juros de mora.

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