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Importante no PIB, investimento sobe, mas é 'inflado' por mudança fiscal

Do UOL, em São Paulo

30/11/2018 09h45Atualizada em 30/11/2018 10h07

Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram 6,6% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o segundo trimestre, no melhor resultado desde o final de 2009. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, houve alta de 7,8%.

Segundo o IBGE, essa alta foi "inflada", em boa parte, por uma mudança fiscal no setor de óleo e gás, sancionada no fim de 2017 e que entrou em vigor neste ano. As novas regras do programa Repetro suspenderam a cobrança de tributos na importação de equipamentos de petróleo e gás. Assim, empresas que mantinham bens, como plataformas de petróleo, registrados em nome de subsidiárias no exterior, "nacionalizaram" esses bens.

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Foi uma alteração no papel, mas, na prática, nada mudou, pois os equipamentos já estavam no Brasil. Essa nova regra atinge os números de investimentos, bem como os da balança comercial (importações e exportações) --o que já era esperado.

No acumulado de 2018, os investimentos cresceram 4,5%. No acumulado em 12 meses, 4,3%.

Os dados do PIB foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Por que o investimento é importante?

O investimento das empresas para produzir mais é um dos indicadores mais importantes do PIB (Produto Interno Bruto). Ele mostra a capacidade do país de continuar crescendo no futuro: quando uma empresa planeja aumentar a produção, ela investe em máquinas, transporte e infraestrutura, por exemplo.

Se esse índice cai, isso indica que os empresários não estão confiantes e, portanto, não pretendem ampliar a produção. Se as empresas não crescem, deixam de contratar trabalhadores e de produzir mais, fazendo com que a economia desacelere no longo prazo.

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