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Mesmo sem projeto definido, nova Previdência já tem 320 votos, diz deputada

Reprodução/Twitters
Joice Hasselmann (PSL-SP), deputada federal eleita, e o presidente Jair Bolsonaro Imagem: Reprodução/Twitters

Gustavo Maia e Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

09/01/2019 18h11

Depois de se reunir com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Palácio do Planalto, na tarde desta quarta-feira (9), a deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) disse que eles conversaram sobre a reforma da Previdência e que hoje há 320 parlamentares da nova Câmara "fechados" com a proposta do governo.

A proposta do governo para a reforma do sistema de aposentadorias ainda não foi apresentada. A nova Câmara, com os deputados federais eleitos, assume em fevereiro.

Para aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que é o instrumento necessário para alterar as regras da Previdência, são necessários 3/5 dos votos (pelo menos 308 dos 513 deputados). O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve apresentar o projeto ao presidente na semana que vem.

Segundo a correligionária de Bolsonaro, a grande preocupação do governo e da base aliada é "conseguir aprovar a reforma da Previdência o mais rápido possível". 

Joice disse que a base ainda está sendo formada. "A gente está construindo, ainda não terminamos. O ministro [da Casa Civil] Onyx [Lorenzoni] está responsável por fazer essa construção, mas hoje a gente tem aí, fechados conosco, 320 parlamentares", declarou.

Reforma "humana" e "solidária"

Ela defendeu, ainda, a edição da MP (Medida Provisória) anunciada pela equipe econômica do governo para "entrar pesado" no combate às fraudes na Previdência.

De acordo com ela, "números acachapantes" estimam que há fraudes em um terço do valor gasto pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) no pagamento de benefícios. 

Para Joice, a reforma proposta pelo governo Bolsonaro não vai exigir o sacrifício da população mais pobre e será "humana" e "solidária", com regras de transição. 

Regime diferente para militares

Joice afirmou ainda que o regime de trabalho dos militares é "muito diferente" do praticado por civis e que, portanto, o modelo previdenciário não pode ser o mesmo para ambos.

Para ela, é preciso levar em consideração que os militares ficam à disposição 24 horas por dia e em dedicação exclusiva.

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