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'Prévia' do PIB cai 0,13% no 2º trimestre e indica recessão técnica, diz BC

Afonso Ferreira

Do UOL, em São Paulo

12/08/2019 08h42Atualizada em 12/08/2019 10h31

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" informal do PIB (Produto Interno Bruto), registrou alta de 0,3% em junho, na comparação com maio, informou o Banco Central.

No segundo trimestre, o indicador teve queda de 0,13% em relação ao primeiro trimestre e alta de 0,85% comparado ao período entre abril e junho de 2018. Na comparação com junho do ano passado, o índice teve baixa de 1,75%.

Caso a queda no segundo trimestre se confirme, será a segunda queda trimestral consecutiva do PIB, o que já seria considerado uma recessão técnica. No primeiro trimestre do ano, a economia brasileira encolheu 0,2%.

Com isso, o indicador acumula avanço de 0,62% no primeiro semestre do ano. No acumulado de 12 meses, o IBC-Br registrou crescimento de 1,08%.

Indústria e serviços em queda

O segundo trimestre terminou com junho marcado por fraqueza na indústria e no setor de serviços. A produção industrial do Brasil contraiu 0,6% no mês, terminando o trimestre com contração de 0,7%.

Já o volume de serviços recuou 1% e apresentou o pior resultado para o mês em quatro anos. Somente as vendas no varejo tiveram ganhos no mês, de 0,1%, mas ainda assim encerraram o segundo trimestre com queda.

Governo reduziu previsão para o PIB

No mês passado, o governo cortou sua projeção para o crescimento da economia este ano a 0,81%, sobre 1,6% anteriormente. Também passou a ver elevação de 0,3% no segundo trimestre sobre o trimestre anterior, com ajuste sazonal.

Nesta segunda-feira (12), a pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central junto a uma centena de economistas mostrou que a estimativa para o PIB ano agora é de crescimento de 0,81%, indo a 2,1% em 2020.

IBC-Br

O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

(Com Reuters)

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