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Bolsonaro: governo não vai interferir em política de preço de combustíveis

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto -
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto

Antonio Temóteo e Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

06/01/2020 18h18Atualizada em 06/01/2020 23h43

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou hoje após reunião no Ministério de Minas e Energia que o governo não vai interferir na política de preço de combustíveis.

"Não existe interferência do governo. [...] Não sou intervencionista. Essa política vem sendo bem conduzida pelo almirante [e ministro de Minas e Energia] Bento [Albuquerque] juntamente com o presidente da Petrobras [Roberto Castello Branco]", afirmou.

O aumento no preço dos combustíveis tem preocupado Bolsonaro desde o início do governo. O principal temor do presidente é que o encarecimento leve a uma greve dos caminhoneiros, algo que afetaria o processo de recuperação da economia e a imagem do governo.

Após o encontro e a declaração de Bolsonaro, o ministro Albuquerque reforçou que o governo não irá interferir no mercado.

Ele disse, porém, que o governo estuda uma forma de criar mecanismos que compensem esse aumento nos preços dos combustíveis. A expectativa é que a medida não gere inflação e não frustre expectativas [de mercado]. O ministro disse que o governo "não vai procurar o caminho dos impostos".

Em fala, Bolsonaro disse que os governadores também podem ajudar a segurar a alta de preços uma vez que um terço do valor final dos combustíveis em postos depende de impostos estaduais, em sua avaliação.

No entanto, não há previsão de reunião do presidente com governadores no momento.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou haver "total respeito à lei" de liberdade de preços de combustíveis. "E o presidente Bolsonaro pratica isso. Nunca recebi pressão para abaixar o preço de qualquer derivado de petróleo", disse.

Ele acrescentou achar ser pouco provável que um eventual acirramento da crise política entre Estados Unidos e Irã resulte em uma crise econômica.