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Governo troca presidente do INSS e selecionará aposentado para zerar fila

Fila de triagem na agência do INSS, em Pinheiros, em São Paulo - Lucas Borges Teixeira/UOL
Fila de triagem na agência do INSS, em Pinheiros, em São Paulo Imagem: Lucas Borges Teixeira/UOL

Antonio Temóteo

Do UOL em Brasília

28/01/2020 18h31Atualizada em 29/01/2020 10h19

O governo anunciou hoje a demissão de Renato Vieira, presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ele será substituto por Leonardo Rolim, atual secretário de Previdência do Ministério da Economia. A troca foi anunciada pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, durante uma entrevista coletiva nesta tarde.

Segundo Marinho, foi o próprio Vieira que pediu para deixar o INSS.

"Hoje tivemos uma conversa com o presidente Renato Vieira, e ele consolidou sua posição de sair do INSS, a pedido. Foi uma conversa amadurecida ao longo dos últimos 15 dias. O Renato acha que precisa se dedicar a seus projetos e nós aceitamos sua demissão", disse.

O secretário informou também que o governo editará uma MP (Medida Provisória) para autorizar a seleção temporária de servidores do INSS aposentados que são especialistas na concessão de benefícios previdenciários.

A decisão de selecionar servidores aposentados foi tomada após uma reunião da equipe econômica com o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas. O governou anunciou que contrataria até 7.000 militares de reserva para ajudar nas agências do INSS.

Esses militares ingressariam no atendimento ao público, e não na análise dos pedidos. Atualmente, 1,3 milhão de pedidos ao INSS estão sem análise há mais de 45 dias, prazo legal para uma resposta.

Rogério Marinho, não afirmou quantos servidores civis serão selecionados. Entretanto, ele disse que entre militares e servidores aposentados, 7.000 pessoas trabalharão para reduzir as filas do INSS.

"Chegamos ao consenso de que, além dos militares, serão convidados a participar do processo os servidores civis aposentados no INSS. Esses servidores são especialistas na concessão de benefícios. No ano passado, 1.500 concessores de benefícios se aposentaram", disse.

Portaria

Marinho também afirmou que após a edição da MP, uma portaria normatizará a convocação desses trabalhadores. Marinho afirmou que a fila do INSS não será zerada porque todos os meses chegam, em média, quase 1 milhão de novos pedidos de benefício.

Segundo Marinho, Renato Vieira deixou o INSS a pedido. "Hoje tivemos uma conversa com o presidente Renato Vieira, e ele consolidou sua posição de sair do INSS, a pedido. Foi uma conversa amadurecida ao longo dos últimos 15 dias. O Renato acha que precisa se dedicar a seus projetos e nós aceitamos sua demissão", disse.

Quem trabalhar no atendimento de segurados do INSS, tanto militares quanto civis, receberão uma gratificação de 30%, com um teto de R$ 2.000. No caso dos servidores aposentados convocados para análise dos processos, haverá o pagamento de um bônus por processo analisado. Entretanto, Marinho não detalhou se há um limite de valor para o bônus.

Economia