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Pesquisa: pessoas de baixa renda têm conta no banco, mas quase nunca usam

Filipe Andretta

Do UOL, em São Paulo

13/02/2020 15h48

Resumo da notícia

  • 3/4 tem conta em banco, mas movimenta no máximo uma vez por mês
  • Apesar disso, quase 1/3 escolhe banco pela facilidade em serviços digitais
  • Entre entrevistados com renda familiar até R$ 4.999, 6% nem conta têm
  • Pesquisa ouviu 2.350 pessoas com renda familiar de até R$ 10 mil

Cerca de 3/4 das pessoas com renda familiar de até R$ 10 mil têm conta bancária, mas a movimenta menos de uma vez por mês. Apesar disso, quase um terço do público nessa faixa de renda escolhe o banco pela qualidade dos serviços digitais oferecidos —aplicativo de celular e internet banking.

Os dados são de estudo da Plano CDE para o Banco PAN, feito com 2.350 pessoas que têm renda familiar de até R$ 10 mil. Dentre os entrevistados, 85% têm renda familiar per capita igual ou menor que R$ 800 por mês.

Baixo uso dos serviços bancários

A pesquisa dividiu os entrevistados em dois grupos: o primeiro, com renda familiar até R$ 4.999, e o segundo, com renda familiar acima de R$ 4.999.

No primeiro grupo, 76% afirmou que usa a conta bancária uma vez por mês ou menos, considerando depósitos feitos e recebidos, saques, transferências e movimentações. Esse número cai para 73% no segundo grupo.

Sem conta em banco são exceção

A proporção de entrevistados que não tem conta em banco é de 6% entre as pessoas com renda familiar até R$ 4.999.

No grupo de renda familiar entre R$ 4.999 e R$ 10 mil, a quantidade de excluídos do sistema bancário cai para 1%.

Motivos para escolher o banco

De acordo com o estudo, o empregador acaba escolhendo o banco que o empregado mais usa. "É o banco onde recebo meu salário" foi a resposta de 43% no primeiro grupo e 44% no segundo.

A alternativa que aparece em seguida está relacionada à facilidade de navegar no aplicativo e no internet banking —27% e 30%, respectivamente.

Esta opção superou as tarifas baixas (27% e 28%), a quantidade de agências (20% e 21%), a quantidade de caixas eletrônicos (21% nos dois grupos), a oferta de crédito (16% e 17%) e as opções de investimento (13% nos dois grupos).

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