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Supermercados têm horário para idoso, fim da degustação e limpeza reforçada

Fábio Munhoz

Colaboração para o UOL, em São Paulo

19/03/2020 15h36Atualizada em 13/06/2020 13h11

A pandemia do novo coronavírus levou supermercados a anunciarem mudanças no atendimento aos clientes, principalmente os que estão mais vulneráveis ao vírus. O objetivo é proteger da doença funcionários e consumidores. Veja abaixo algumas dessas alterações.

Horário exclusivo para idosos

O GPA anunciou a criação, por tempo indeterminado, de uma faixa de horário de atendimento exclusiva para idosos —que são um dos principais grupos de risco. Todos os dias, entre 6h e 7h, as lojas ficarão abertas somente para pessoas com mais de 60 anos. O atendimento será normalizado em seguida. A medida vale para as lojas da rede Pão de Açúcar em todo o país.

A assessoria de imprensa do GPA informou também que as lojas localizadas dentro de shoppings não terão o horário diferenciado, já que terão de cumprir as normas de funcionamento de cada empreendimento nos quais estão inseridas. A empresa ainda não sabe como será o procedimento nos shoppings da Grande São Paulo, que devem ser fechados após recomendação do governo estadual (leia mais abaixo).

A rede Nagumo, que possui cerca de 50 lojas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, também anunciou, por meio de suas redes sociais, a criação de uma faixa de atendimento exclusiva para pessoas com mais de 60 anos. O horário específico também é das 7h às 8h.

Outras grandes redes de supermercados do Brasil não informaram se irão seguir o modelo de divisão do atendimento conforme a idade.

A rede Dia afirmou que, enquanto não houver nova determinação das autoridades de saúde, manterá seu funcionamento normal, das 9h às 21h.

Por meio de redes sociais, o Carrefour informou, na terça-feira (17), que, até então, estava mantido o horário normal de funcionamento. A empresa foi procurada para dizer se fará modificações, mas não respondeu até o momento da publicação desta reportagem.

Sem degustação

Outra medida adotada pelo Grupo Pão de Açúcar foi a suspensão de todas as degustações de alimentos e bebidas nas lojas.

Reforço na limpeza

Outro cuidado que vem sendo tomado pela maioria dos supermercados é colocar álcool em gel à disposição dos consumidores.

O Grupo Pão de Açúcar afirmou que reforçou a higienização de carrinhos, cestas de compras e pontos de contato. A rede Dia também afirmou que reforçou a higienização nas lojas, assim como o Carrefour.

Afastamento de funcionários

As redes Dia e Pão de Açúcar afirmaram que todos os colaboradores que fazem parte dos grupos de risco apontados pelo Ministério da Saúde já foram afastados de suas funções. O Dia afirmou, ainda, que os funcionários das áreas administrativas estão fazendo home office parcial.

Movimento maior nas lojas

A Apas (Associação Paulista de Supermercados) constatou uma alta no movimento dos supermercados de São Paulo, mas disse que não há problemas de abastecimento nas lojas —com exceção do álcool em gel— e que não há necessidade de se estocar produtos.

"A APAS informa que os supermercados estão preparados para atender à demanda e estão trabalhando para que os itens não faltem nas prateleiras e se mantenha equilíbrio de preço nos pontos de vendas", disse nota enviada pela instituição.

Shoppings fechados

No início da tarde desta quarta-feira (18), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou em entrevista coletiva a "recomendação" para que os shoppings da região metropolitana de São Paulo fiquem fechados entre os dias 23 de março e 30 de abril. No dia anterior, os estabelecimentos já haviam decidido diminuir o horário de funcionamento para entre 12h e 20h.

Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado (DEM) também determinou fechamento dos shoppings por 15 dias.

No Rio de Janeiro, o governador Wilson Witzel (PSC) decretou nesta quarta-feira (18) estado de emergência no estado. Por lá, foi recomendado que os shoppings diminuam o tempo de funcionamento.

Lojas fechadas na capital paulista

A Prefeitura de São Paulo determinou o fechamento do comércio de toda a cidade para tentar retardar o avanço do novo coronavírus. Lojistas estão proibidos de atender presencialmente o público por 15 dias, a partir desta quinta-feira (19). Locais que tenham como realizar entregas poderão funcionar.

A medida não vale para farmácias, mercados, feiras livres, lojas de conveniência e postos de combustível, entre outros estabelecimentos. Bares, padarias e restaurantes poderão funcionar, mas com regras adicionais de higiene.