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Patê, sabonete e pornô: o que se vende no Brasil durante a pandemia

Lucas Gabriel Marins

Colaboração para o UOL, em Curitiba

04/04/2020 04h00

A pandemia do coronavírus mudou os hábitos de consumo do brasileiro e dividiu a economia nacional em duas. De um lado, setores como turismo e gastronomia sofrem por causa da queda da circulação de pessoas. Do outro, segmentos como higiene pessoal e supermercados se beneficiam pela crise, puxados principalmente pelo comércio online. Até o consumo de pornôs dobrou.

O UOL preparou uma lista dos produtos e serviços bastante procurados durante a quarentena da pandemia.

Macarrão instantâneo, sabonete e patê

De acordo com a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), houve aumento significativo no consumo de produtos de saúde (111%), supermercados (80%) e beleza e perfumaria (83%) entre fevereiro e março, na comparação com o mesmo período do ano passado.

No caso da saúde, as vendas de álcool em gel dispararam quase 5.000% no período. Em seguida, houve aumento nas vendas de inaladores (900%), termômetros (843%), soro fisiológico (316%), luva cirúrgica (118%), produtos para higiene íntima (98%) e sabonetes (58%).

Já entre os produtos de supermercado, segundo o relatório, os mais procurados durante o período de confinamento em casa foram hambúrgueres (283%), petiscos e empanados (173%), conservas e enlatados (166%), patês e antepastos (141%), macarrão instantâneo (68%) e salgadinhos (58%).

Pílulas de beleza e xampu

No setor de beleza e perfumaria, as vendas de nutricosméticos em ambiente online dispararam quase 655% durante os primeiros dois meses da pandemia. Nucricosméticos são suplementos que ajudam na prevenção de manchas na pele, combate a queda de cabelos, fortalecimento de unhas etc.

Depois das pílulas da beleza, o que o brasileiro mais pediu no período foram produtos para coloração de cabelo (483%), xampu (306%), removedores de esmalte (277%), produtos pré-barba (228%) e xampu e condicionador para barba (71%).

O vice-presidente da Abcomm, Rodrigo Bandeira, disse que o aumento da procura por produtos que normalmente eram comprados em shoppings e supermercados já era esperado.

Entretanto, disse ele, é cedo para afirmar que as vendas desses itens continuarão em alta. "Temos um vírus solto por aí que muda o cenário nacional e o global a cada 24 horas. Portanto, pode ser que nas próximas semanas ocorram mudanças", disse.

Brasileiros compram mais vitaminas

Uma pesquisa feita pela Kantar também mostrou que os brasileiros compraram mais vitaminas entre janeiro e fevereiro, principalmente a C. Cerca de dois milhões de lares adquiriram esses nutrientes no período, o que dá 330 mil a mais do que o número registrado no início de 2019.

De acordo com a Giovanna Fischer, diretora de marketing e Insights da Kantar, o aumento mostra que os brasileiros já estavam se preparando para a chegada do vírus.

"Entendemos que houve aumento da procura porque as pessoas já vinham acompanhando as notícias sobre o impacto da coronavírus na China e na Europa e, por isso, começaram a buscar produtos para fortalecer o sistema imunológico delas", disse ela.

Vale lembrar que, apesar de a vitamina C ser benéfica para o organismo, não há comprovação de que o consumo exagerado dessa substância pode combater o coronavírus, como foi divulgado no início deste mês nas redes sociais.

Pornô

Outro setor beneficiado pela pandemia é o pornô. De acordo com o site Brasileirinhas, maior e mais antigo produtor de vídeos eróticos do país, o número de assinaturas diárias dobrou desde o início do confinamento.

São 312 novos membros associados diariamente, segundo a empresa informou ao colunista Ricardo Feltrin, do UOL. Os planos vão de R$ 29,90 a R$ 39,90.

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