PUBLICIDADE
IPCA
1,25 Out.2021
Topo

Boeing planeja retomada da produção de aviões e volta de 27 mil empregados

Divulgação
Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

16/04/2020 21h54Atualizada em 16/04/2020 21h58

A Boeing está planejando chamar 27 mil funcionários de volta ao trabalho na próxima semana para retomar a produção de aeronaves na fábrica de Washington, no oeste dos Estados Unidos.

Segundo a emissora CNN, os trabalhadores retornarão de forma gradativa, com alguns deles retomando suas funções já na próxima segunda-feira (20). A maioria, porém, deve voltar na sexta-feira (24).

A empresa garantiu que tomará as medidas necessárias para proteger os funcionários. "A saúde e a segurança de nossos funcionários, suas famílias e suas comunidades são nossa prioridade", disse em nota o CEO da Boeing Commercial Airplanes, Stan Deal. "Essa abordagem gradual garante que tenhamos todas as medidas de segurança necessárias para retomar esse trabalho essencial aos nossos clientes."

A decisão de voltar à produção de aeronaves acontece no momento em que as companhias aéreas veem sua demanda reduzir drasticamente. Por conta da crise causada pelo novo coronavírus, muitas empresas estão "aposentando" os aviões nos pátios, uma vez que a quantidade de viagens feitas diminuiu entre 70% e 90%.

No início da semana, ainda de acordo com a CNN, o serviço de rastreamento Circium estimou que existem quase 14 mil aeronaves "estacionadas" ao redor do mundo, número que representa 63% da frota global. A própria Boeing informou que em fevereiro e março seus clientes cancelaram 191 pedidos de novos aviões.

Mesmo assim, a empresa voltará a produzir os modelos 747, 767, 777 e 787 na fábrica de Washington, sendo os dois primeiros construídos apenas para carga, e não voos comerciais. A produção do jato 787 Dreamliner, na fábrica da Carolina do Sul, seguirá interrompida.

A Boeing também vai começar a se preparar para retomar a produção do 737 MAX, interrompida em janeiro —antes mesmo da explosão de casos de covid-19— após falhas na aeronave causarem dois acidentes que mataram 346 pessoas. Por conta disso, a empresa tem cerca de 400 modelos 737 MAX estacionados que aguardam autorização para que sejam entregues.

PUBLICIDADE