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Covid-19: Presidente da Fiesp vê empresas perdendo fôlego durante pandemia

Paulo Skaf sugeriu medidas para flexibilizar medidas de isolamento em cidades, de forma a reaquecer a economia - Alex Silva/Estadão Conteúdo
Paulo Skaf sugeriu medidas para flexibilizar medidas de isolamento em cidades, de forma a reaquecer a economia Imagem: Alex Silva/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

14/05/2020 19h41

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, vê empresas e indústrias perdendo fôlego econômico diante das medidas de isolamento adotadas frente à pandemia do novo coronavírus.

Hoje, em entrevista à CNN Brasil, Skaf sugeriu que os prefeitos tenham autonomia para afrouxar as medidas em diversas cidades, de maneira a aliviar a pressão na economia. A possibilidade foi discutida hoje em videoconferência com empresários e com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

"Nós continuamos sabendo que não cabe a nós a decisão da retomada, mas o tempo vai passando e o negócio vai apertando, o desemprego vai aumentando, a pobreza vai aumentando, o fôlego das empresas vai diminuindo", disse Skaf, candidato do MDB nas eleições para o governo de São Paulo em 2018.

"É natural — como sociedade organizada e responsável, provado nas empresas que estão trabalhando — que há formas de você trabalhar com os devidos cuidados e cautelas, protegendo prioritariamente a saúde das pessoas", acrescentou.

Na defesa pela possibilidade de flexibilizar medidas de isolamento em cidades, Skaf argumentou que "o prefeito e a comunidade local é que sabem melhor que qualquer um o que está acontecendo lá", rechaçando medidas tomadas pelo governo do estado. "É necessário que haja uma mudança de critério", acredita.

Apesar das críticas a medidas estaduais, Skaf afirmou que, "de forma serena, vamos procurar quem for necessário", abrindo a possibilidade de dialogar não apenas com o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), como também com outros governadores.

Para o presidente da Fiesp, o fato de o número de casos nos estados ainda estar crescendo não é obstáculo para que as medidas sejam reavaliadas.

"Tem cidades em que (os números) não estão subindo, nem descendo. Tem cidades que não tiveram casos. Em nenhum momento propus o escancaramento. Trata-se de um plano de retomada criterioso, com todas as cautelas", alegou.

"São muitas as cidades que não tiveram nenhum caso. Tudo na vida você tem que ter uma relação custo-benefício. Não está se falando de retomar de forma irresponsável. O estado de São Paulo não é uma cidade, são 645 cidades, 5.570 municípios no Brasil. Temos regiões, particularidades."