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Rogério Marinho diz que debate sobre furar teto de gastos é 'falso dilema'

Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, falou sobre a discussão de ultrapassar o teto de gastos - Renato Costa/Estadão Conteúdo
Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, falou sobre a discussão de ultrapassar o teto de gastos Imagem: Renato Costa/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

14/08/2020 21h25

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, comentou sobre a discussão de ultrapassar o teto de gastos e disse que existe um "falso dilema" na questão. O ministro declarou que sempre teve responsabilidade fiscal e que agora o momento é de excepcionalidade devido à pandemia do coronavírus.

"Furar teto quando se fala em R$ 3 [bilhões] ou R$ 5 bilhões quando temos um déficit que está estimado em R$ 800 bilhões? Essa despesa vai ocorrer este ano de forma excepcional e a partir de 1º de janeiro nós voltamos à normalidade fiscal. Então me parece que algumas pessoas estão apostando contra o país", disse à Rádio Jovem Pan.

O ministro acrescentou que é preciso olhar a questão de uma forma mais ampla. "Como disse o presidente, é necessário um pouco mais de patriotismo e de olhar a questão não como uma árvore, mas como uma floresta inteira [...] Essa excepcionalidade vai até o dia 31 de dezembro. Temos que trabalhar todos juntos para fazermos o Brasil retomar as condições que tínhamos antes da pandemia, de crescer e ter a capacidade de honrarmos os nossos compromissos."

Marinho ressaltou que o valor defendido é apenas uma "parte ínfima dos recursos" para obras que precisam de continuidade.

"Não há nada mais importante nesse momento de pandemia do que a água. Existem mais de 30 milhões de brasileiros sem água tratada e mais de 100 milhões que não têm tratamento de esgoto em casa, um contingente enorme de pessoas que recebem água de carro-pipa. Essas obras não podem parar", pontuou.

Orçamento para 2021

O ministro afirmou que o orçamento público para o ano de 2021 será o menor dos últimos 20 anos.

"Sabemos que haverá uma diminuição ainda maior dos gastos discricionários. A questão da dívida pública impede que haja um crescimento de despesas para o ano subsequente, a não ser o que foi gasto no ano anterior acrescido à inflação. No próximo ano, isso vai acontecer da mesma forma, deduzidos os gastos extraordinários [...] Estimamos uma redução de 10 a 15% do gasto discricionário. Então, haverá uma grande discussão no Parlamento para definir quais serão as nossas prioridades", concluiu.