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Prorrogação do auxílio é última camada de proteção social, diz Guedes

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

01/09/2020 11h17

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a prorrogação do auxílio emergencial até dezembro, em parcelas de R$ 300, é a última camada de proteção social que o governo lança. Entretanto, ele não deu detalhes sobre o Renda Brasil, programa que substituirá o Bolsa Família e o auxílio emergencial, e deve ser a marca social do governo Jair Bolsonaro.

O governo prorrogou o auxílio após pagar cinco parcelas de R$ 600. Nas contas de Guedes, as próximas quatro parcelas custarão até R$ 90 bilhões aos cofres públicos. O ministro também declarou que após esse período, a ideia é encerrar medidas emergências e se concentrar na aprovação de reformas.

"Está havendo uma tentativa de uma aterrissagem suave, descendo para R$ 300, quatro prestações até o fim do ano. Essas são as últimas camadas de proteção que estamos lançando", declarou.

Segundo Guedes, o pagamento do auxílio emergencial foi importante para que o país evitasse um caos generalizado, já que diversas famílias estavam na informalidade.

"Esses 38 milhões de brasileiros, de repente trancados em casa, porque ninguém mais estava comprando churrasquinho, ninguém mais aceitando faxina. Esses quase 40 milhões de brasileiros abandonados poderiam ser vítimas do desespero e partirem para violência urbana e partirem para a busca de sustentação de alimentos, o que seria um desastre, uma tragédia de proporções inimagináveis", disse.