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Governo mantém previsão de -4,7% para o PIB; mercado vê queda de 5,11%

Dados são do Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia - Adriano Machado/Reuters
Dados são do Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia Imagem: Adriano Machado/Reuters

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

15/09/2020 10h53Atualizada em 15/09/2020 14h41

O Ministério da Economia manteve a projeção de queda do PIB (Produto Interno Bruto) em 4,7% para 2020. A equipe econômica espera que a economia brasileira crescerá 3,2% em 2021. O mercado está mais pessimista e espera uma retração de 5,11% do PIB. Entretanto, no próximo ano, a estimativa é de alta de 3,5%.

Os dados fazem parte do Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, e foram divulgados hoje.

"As medidas tomadas pelo governo federal em conjunto Congresso Nacional foram importantes para limitar os efeitos negativos na economia brasileira. No entanto, é importante destacar que a retomada do crescimento sustentável da economia ocorrerá com a elevação da produtividade através das reformas estruturais e da consolidação fiscal", informou a SPE.

Recuperação em curso, diz governo

O Ministério da Economia também declarou que os indicadores econômicos sugerem retomada da atividade no terceiro trimestre, apesar da forte retração da economia no 2º trimestre, quando o PIB registrou queda de 9,7%.

"Esses indicadores mostram que a retomada econômica continua ganhando tração nos meses de julho e agosto. Indústria e o comércio devem ser o motor da atividade no 3º trimestre, já o protagonismo dos serviços deverá ficar evidente nos últimos meses de 2020", afirmou a SPE.

Diante da alta no preço dos alimentos, o governo aumentou a projeção de inflação para 2020. A estimativa passou de 1,6% para 1,83%.