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Governo produz documentário para exaltar auxílio emergencial com foco no NE

Vídeo ganhou o título de "Emergencial" e traz histórias de pessoas de cidades da Paraíba e de Pernambuco - Reprodução/YouTube
Vídeo ganhou o título de "Emergencial" e traz histórias de pessoas de cidades da Paraíba e de Pernambuco Imagem: Reprodução/YouTube

Do UOL, em São Paulo

18/11/2020 14h07

O governo federal divulgou hoje um minidocumentário para exaltar a importância do auxílio emergencial no contexto da pandemia do novo coronavírus. Realizado pelo Ministério da Cidadania, o vídeo foca em cidades do Nordeste, mostrando exemplos de pessoas ajudadas pelo benefício social em municípios da Paraíba e de Pernambuco.

O documentário foi divulgado hoje pela Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) e traz a informação de que mais de 38,1% da população do Nordeste foi atendida pelo auxílio emergencial. Na peça publicitária, o governo também afirma que mais da metade da população brasileira foi beneficiada pelo auxílio.

O vídeo traz histórias de pessoas atendidas em cidades como Cabaceiras (PB), Cumaru (PE), Queimadas (PB) e Santa Cruz do Capibaribe (PE). Bem produzido, o documentário teve o seu custo questionado pelo UOL, mas até agora a reportagem não obteve resposta do Ministério da Cidadania.

No início do documentário, que tem o título de "Emergencial", a peça publicitária afirma que "o mundo foi surpreendido por uma pandemia, que tirou vidas, empregos e a liberdade das pessoas". Já no fim do vídeo, o governo diz que instituiu, junto com o Congresso, "o maior programa de transferência de renda do mundo".

O auxílio emergencial vem sendo pago desde abril pelo governo federal e vai durar até o final do ano. No início, porém, ele estava previsto para ter apenas três parcelas de R$ 600. O valor foi prorrogado por mais dois meses e em setembro foram anunciadas mais quatro parcelas de R$ 300 até dezembro.

O plano inicial do governo era pagar parcelas de R$ 200, mas um projeto aprovado pela Câmara e pelo Senado elevou o valor para R$ 600. Hoje, o benefício social é considerado responsável por boa parte da popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), principalmente nos estados nordestinos.