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Valor médio de transações com Pix entre pessoas no 1º mês foi de R$ 496

Serviço teve 116 milhões de chaves cadastradas no primeiro mês - Shutterstock
Serviço teve 116 milhões de chaves cadastradas no primeiro mês Imagem: Shutterstock

Do UOL, em São Paulo

16/12/2020 10h04Atualizada em 16/12/2020 15h02

No primeiro mês de funcionamento pleno, as transações realizadas no Pix, novo sistema de pagamentos do Banco Central (BC), movimentaram um total de R$ 83,4 bilhões. Ao todo, foram 92,5 milhões de transações. Com relação ao número de chaves cadastradas, elas somam 116 milhões. Os números foram divulgados hoje pelo Banco Central, em um evento virtual para apresentar o balanço do serviço iniciado em novembro.

O valor médio das transações foi de R$ 496 entre pessoas físicas, de R$ 15 mil entre empresas, de R$ 1.595 entre empresas e pessoas físicas e de R$ 886 entre pessoas e empresas.

Na primeira semana de operações, de 16 a 22 de novembro, foram realizadas 12,2 milhões de operações. Um mês depois, na semana de 7 a 13 de dezembro, o número saltou para 29,1 milhões.

Questionado sobre as tarifas que passarão a ser cobradas aos comerciantes pelo uso do Pix, Mello disse confiar no mercado para o ajuste correto."A gente vai sempre confiar que a competição vai fazer o seu trabalho. Eu tenho muita confiança que esses competidores, prestando serviço para os varejistas, vão encontrar o preço correto. E esse preço será barato para o usuário final", afirmou.

"A tarifação para a pessoa jurídica na ponta recebedora era determinada pelo mercado. O papel do BC é colocar de pé uma estrutura eficiente e barata de conexão do estabelecimento comercial com bancos, fintechs, para que eles possam usar essa plataforma barata e prestar serviços para os seus clientes, restaurantes, varejistas", completou o diretor.

116 milhões de chaves cadastradas

Com relação às chaves, foram 116 milhões de chaves cadastradas que equivalem a 46,4 milhões de pessoas (110,9 milhões de chaves) e 3 milhões de empresas (5,1 milhões de chaves) cadastradas. Cada pessoa física pode registrar até cinco chaves Pix por instituição financeira. Para pessoas jurídicas, o limite aumenta para 20.

Segundo o levantamento, a chave mais numerosa é o CPF (40,2 milhões), seguida pela chave aleatória (29 milhões), número de celular (25,9 milhões), email (18,2 milhões) e o CNPJ (2,5 milhões).

O Banco Central prevê um aumento maior daqui para frente do uso do serviço. "O primeiro mês é um período de adoção do Pix. As pessoas começaram a ficar mais íntimas com as operações. Tanto as pessoas físicas, quanto pequenos empreendedores e grandes empresas, começaram a colocar o Pix AGORA como opção de pagamento", disse Ângelo Duarte, Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro.

Sobre a faixa etária dos usuários, a maioria cadastrada no serviço (36,8%) têm até 40 anos de idade. No segundo maior grupo (32,8%), os usuários têm entre 41 e 70 anos.

O BC, também apresentou um balanço com as transações rejeitadas desde o início do serviço. No caso das TEDs, o índice ficou entre 4 e 5%; nas transações de Pix com chave, foi de 0,5%. O Pix sem chave teve um índice maior, de 9,8%. Para o diretor do BC, João Manoel Pinho de Mello, os números apontam a facilidade do uso do serviço. "O Pix é mais fácil, mais conveniente, por isso tem menos erros", afirmou.

Quanto às tentativas de fraudes, o BC afirmou que não houve nenhym registro até agora, mas confirma que o Pix é usado para outras tentativas de fraude. "Tem ocorrido tentativas de obter dados pessoas de forma fraudulentas com envio de links pedindo para cadastrar o CPF, celular, entre outros, para acessar o Pix, coisas do tipo. São golpes usados com tudo o que está em evidência, e hoje é o Pix. Temos que separar o que são fraudes de fato de outros golpes", disse Ângelo Duarte.

Hoje, o BC também comunicou que o Pix poderá ser usado para pagamento de faturas de celular e também para recarga de serviços pré-pagos móveis e fixos.

Cobranças futuras foram adiadas

Essa semana, o BC adiou a ativação da ferramenta do Pix que permite cobranças com vencimento em datas futuras. Prevista para começar em 4 de janeiro, ela só começará a funcionar em 15 de março de 2021. A nova data consta de instrução normativa do Banco Central (BC), publicada na última segunda-feira no Diário Oficial da União.

O Pix Cobrança para pagamentos com vencimento permite que empresas ou microempreendedores gerem um código QR (versão avançada do código de barras) para transações em data futura, como um boleto. Desde o lançamento do Pix, em 16 de novembro, é possível gerar um código QR para pagamentos imediatos.

O Banco Central não informou o motivo do adiamento.

O que é o Pix?

O Pix é uma nova forma de transferir dinheiro, de forma instantânea. Serve como uma alternativa ao DOC e à TED para transferir dinheiro. Também poderá ser usado para fazer pagamentos, como opção ao cartão de débito, de crédito, ou ao boleto.

O Pix foi criado pelo Banco Central, mas quem oferece o serviço às pessoas e empresas são as instituições financeiras: bancos, meios de pagamento e fintechs. Na hora de fazer um pagamento ou uma transferência de dinheiro, além de TED e DOC, existe a opção de fazer um Pix.

Segundo o Banco Central, as principais vantagens do Pix são: O serviço está disponível 24 horas por dia, todos os dias, inclusive finais de semana; as transações são concluídas em menos de 10 segundos; e é gratuito para pessoas físicas, inclusive MEIs (microempreendedores individuais).