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Luciano Hang, dono da Havan, perde US$ 900 mi de sua fortuna, diz Forbes

Luciano Hang, empresário dono da Havan, entre funcionários em uma das suas lojas - Reprodução/Twitter
Luciano Hang, empresário dono da Havan, entre funcionários em uma das suas lojas Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

06/04/2021 16h48Atualizada em 07/04/2021 15h51

O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan e considerado um dos principais apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), viu sua fortuna encolher US$ 900 milhões em um ano, de acordo com o ranking de pessoas mais ricas elaborado pela Forbes norte-americana. Hang ocupa a posição 1.174 no ranking mundial.

Em um ano, a fortuna do empresário caiu de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,7 bilhões de acordo com o câmbio usado pela publicação, de março de 2020) para US$ 2,7 bilhões (R$ 15,34 bilhões, em março de 2021). Em reais, a perda foi de R$ 3,4 bilhões.

A variação na fortuna de Hang é influenciada também pela desvalorização do câmbio. A publicação norte-americana usou o câmbio e valor das ações do dia 5 de março deste ano (R$ 5,684) e do dia 18 de março do ano passado (R$ 5,196).

Hang apareceu pela primeira vez no ranking da revista em 2019, quando tinha fortuna estimada em US$ 2,9 bilhões. No mesmo ano, ele tinha aparecido pela primeira vez também no ranking mundial da revista, na 1.057ª posição.

O bilionário ficou bastante conhecido por ser um dos maiores apoiadores de Bolsonaro, desde a campanha eleitoral de 2018.

Em 2020, a varejista criada em Santa Catarina por Hang contava com 147 lojas físicas, conhecidas por terem uma réplica da Estátua da Liberdade no estacionamento. No primeiro semestre do ano passado, a Havan teve prejuízo líquido de R$ 127,5 milhões, ante lucro líquido de R$ 193,9 milhões no mesmo período de 2019.

Em agosto, a empresa pediu o registro para lançar ações na Bolsa, mas acabou desistindo da operação.

Mais ricos do mundo

Pelo quarto ano consecutivo, Jeff Bezos, CEO da Amazon, é a pessoa mais rica do mundo, com fortuna estimada em US$ 177 bilhões. Mesmo com a crise causada pelo novo coronavírus, o número de bilionários cresceu: são 2.755 pessoas, 600 a mais do que em 2020.

Em segundo lugar, está Elon Musk, CEO da Tesla, de carros elétricos, e da SpaceX, empresa privada de serviço de transporte espacial. Ele tem uma fortuna de US$ 151 bilhões, diz a Forbes.

As informações constam na 35ª lista de bilionários da Forbes. Entre os novos bilionários, 493 aparecem na lista pela primeira vez —o que representa cerca de um novo bilionário a cada 17 horas.

A recém-chegada mais rica é Miriam Adelson, de Nevada, nos Estados Unidos. A Forbes diz que, após a morte do marido em janeiro, ela herdou um império no setor de cassinos estimado em US$ 38,2 bilhões. Outros novos integrantes são o produtor de cinema Tyler Perry, a cofundadora do aplicativo de namoro Bumble, Whitney Wolfe Herd, e o fundador da empresa de pagamentos Checkout.com, Guillaume Pousaz.

Ainda segundo a Forbes, 86% dos bilionários estão mais ricos em 2021 do que em 2020.

Somadas, as fortunas de todos os bilionários atingem US$ 13,1 trilhões, valor bem acima dos US$ 8 trilhões da lista de 2020.

Nenhum brasileiro apareceu no topo da lista da Forbes. Veja os 20 mais ricos do mundo:

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Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do publicado na primeira versão, a lista foi elaborada pela Forbes dos EUA, e não pela Forbes do Brasil. O texto também passou a incluir o efeito da cotação do dólar na redução de sua fortuna. As informações foram corrigidas.