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Jornalista Carolina Brígido é a nova colunista do UOL

Carolina Brígido estreia coluna no UOL sobre Judiciário - Diego Bresani/UOL
Carolina Brígido estreia coluna no UOL sobre Judiciário Imagem: Diego Bresani/UOL

Amanda Rossi

Do UOL, em São Paulo

07/04/2021 04h00

A jornalista Carolina Brígido pisou pela primeira vez no STF (Supremo Tribunal Federal) em 2001. "Nunca mais saí", diz ela, que estreia hoje como colunista do UOL. Em quase vinte anos de cobertura do Judiciário, a jornalista acompanhou o Supremo sair da coxia para se tornar protagonista do teatro de Brasília. Enquanto isso, ela própria se transformou em uma das principais narradoras dos fatos e bastidores da corte.

"Nas últimas duas décadas, a minha história se mistura com a história do Supremo. Em 2001, eu era muito nova e o Supremo era um poder com pouca visibilidade. As pessoas não sabiam os nomes dos ministros. De lá para cá, o Judiciário se tornou cada vez mais relevante na vida nacional", diz a jornalista.

Naquela primeira visita, em 2001, Carolina Brígido se perdeu no edifício desenhado por Oscar Niemeyer e achou confusa a linguagem dos onze ministros. Hoje, conhece os pormenores dos corredores do palácio e dos pensamentos dos ministros. "Na coluna, vou trazer informação exclusiva e explicada sobre o Supremo e o Judiciário. Explicar as decisões, trazer análises e bastidores".

"Apesar das decisões do Supremo ficarem famosas, poucas pessoas entendem. Minha tentativa diária é traduzir em uma linguagem mais palatável. Esclarecer como é o fundamento do Judiciário, para que os leitores possam formar suas opiniões com base em fatos".

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Imagem: Diego Bresani/UOL

Formada em Jornalismo pela UnB (Universidade de Brasília), Carolina Brígido começou a carreira cobrindo política para o Jornal de Brasília, o Estadão, o IG e a revista Época. Depois, foi para o jornal O Globo, onde cobriu o Judiciário por quase vinte anos. "Estou muito animada com a estreia da coluna no UOL. É um sopro de novidade".

Judiciário no foco

Dentro do Supremo, Carolina Brígido cobriu todos os principais julgamentos do tribunal dos últimos vinte anos. Entre eles, a proibição do nepotismo nos três poderes, em 2006; o reconhecimento da união homoafetiva, em 2011; a legitimidade das cotas raciais para negros, em 2012; as decisões sobre prisão após condenação em segunda instância, em 2016 e 2019.

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A jornalista Carolina Brígido durante uma entrevista no STF, em 2017
Imagem: Arquivo pessoal

Também cobriu o julgamento do Mensalão, em 2012, e a chegada dos inquéritos da Lava-Jato, em 2015. "Esses foram os momentos de maior tensão na cobertura do Judiciário", lembra.

Em 2012, fez uma entrevista exclusiva com Joaquim Barbosa, então presidente do Supremo, que falou pela primeira vez sobre racismo no Judiciário. "Insistem a todo momento na cor da minha pele", disse Barbosa para Carolina Brígido.

"Quando eu cheguei no Supremo, os ministros não davam entrevista. Você não sabia o que eles pensavam se não lesse o voto deles. Hoje, dão entrevista e declaração pública. O perfil dos ministros nomeados mudou muito", recorda Brígido.

Além disso, os tribunais superiores passaram a ser cada vez mais acionados por representantes dos outros poderes, Executivo e Legislativo. "Se os partidos políticos perdem algo no Congresso, recorrem no Supremo. Esse comportamento aumentou demais. Os ministros começaram a tomar medidas que influenciam na política partidária do país".

"Antes, Direito e Política eram estanques. No Judiciário, falava-se sobre leis. No Congresso, sobre política. Hoje, está tudo muito misturado. É um caminho sem volta. A política vai continuar se valendo do Judiciário para tentar resolver seus problemas", diz a jornalista.

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