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Renan: Guedes se "autoconvoca" à CPI ao dar "declarações estapafúrdias"

5.fev.2021 - O ministro da Economia, Paulo Guedes - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
5.fev.2021 - O ministro da Economia, Paulo Guedes Imagem: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

05/05/2021 17h33

O senador e relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), disse hoje que o grande problema do ministro da Economia, Paulo Guedes, são as "declarações estapafúrdias", e não a destinação de recursos para a saúde. A fala do senador ocorreu por questionamentos sobre as próximas convocações de ministros e ex-ministros para prestarem depoimentos à comissão.

"Essas declarações soam para a gente como uma autoconvocação dele. Eu não sei se o estado de espírito dele é esse", afirmou Renan Calheiros.

Em coletiva de imprensa após sessão da CPI que ouviu o ex-ministro da Saúde Nelson Teich, os senadores membros da CPI foram perguntados se a fala do médico sobre nunca ter se encontrado com Guedes aceleraria o convite ao ministro. Assim como o relator, o presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), minimizou o fato como determinante para a convocação, mas confirmou que está nos planos e que será seguida uma cronologia para tal.

"Longe de mim defender o ministro Paulo Guedes, mas o ministro Teich também falou que não faltou recurso, que todas as solicitações que ele fez, o ministro foi muito solícito", ponderou. E completou: "não há um ministro de Estado, seja desse governo ou dos outros governos, que não reclame do ministro da Economia e do ministro da Fazenda".

Durante o depoimento, o ex-ministro criticou a divisão feita pelo governo federal entre saúde e economia e argumentou que essas são coisas distintas. Teich disse, também, que pediu demissão do cargo por falta de autonomia e divergências com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O médico ficou no cargo menos de um mês.

CPI da Covid

Criada para apurar as ações e eventuais omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia de covid-19, além de Teich, a CPI da Covid também já ouviu o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. O atual titular da pasta, ministro Marcelo Queiroga, prestará depoimento amanhã. Já o ex-chefe da pasta Eduardo Pazuello, que falaria hoje, teve o depoimento adiado para o próximo dia 19 de maio.

Hoje, a CPI também aprovou requerimentos de convocação da atual presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, e do ex-presidente do laboratório Carlos Murillo, para a próxima terça-feira (11). Para o mesmo dia está prevista a ida do ex-secretário de Comunicação Social da Presidência Fábio Wajngarten.

Já para quarta (12) e quinta-feira (13) o colegiado programou a presença do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, representantes da Fiocruz, do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, além do presidente da União Química, Fernando de Castro Marques. A CPI também planeja ouvir o secretário de Saúde do Amazonas, Marcelus Campêllo, entre outros.