PUBLICIDADE
IPCA
+0,83 Mai.2021
Topo

Em debate na Câmara, Guedes compara servidor público a militante político

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou servidores públicos que ingressam nos cargos por concurso a militantes políticos - Reprodução/YouTube
O ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou servidores públicos que ingressam nos cargos por concurso a militantes políticos Imagem: Reprodução/YouTube

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

11/05/2021 11h58

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou servidores públicos que ingressam nos cargos por concurso a militantes políticos. A declaração foi dada durante audiência pública na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados, que debate a reforma administrativa.

"Poderíamos, assim como outros governos, estar abrindo concursos públicos, colocando gente para dentro, para aparelharmos o Estado e termos bastante militantes trabalhando para nós no futuro. Não estamos pensando assim, estamos pensando nas gerações futuras", afirmou.

O governo enviou ao Congresso, em setembro do ano passado, a proposta de reforma que acaba com a estabilidade para novos servidores, mas mantém todos os direitos para os servidores atuais. Além disso, o projeto extingue promoções automáticas e diversos benefícios, considerados pelo Ministério da Economia como privilégios.

O texto, porém, não mexe nas regras para magistrados, parlamentares, militares e membros do Ministério Público, categorias que estão entre as que têm maior remuneração e benefícios no serviço público.

90% dos servidores têm estabilidade, diz Guedes

Segundo Guedes, mais de 90% dos servidores no Brasil têm estabilidade no emprego e essa realidade é diferente em outros países. O ministro declarou que na Suécia, na Noruega, na Nova Zelândia e na Austrália menos de 5% dos servidores têm estabilidade.

"Não queremos esse limite. Não queremos tanto. Só queremos que haja avaliações para o ganho da estabilidade", disse.
Na reforma administrativa proposta pelo governo Bolsonaro, a estabilidade acaba, exceto para alguns cargos, considerados de Estado.