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RJ: Polícia prende 3 suspeitos de aplicarem golpe na venda de casa própria

Operação Casa de Papel desarticulou esquema de fraude imobiliária que fez mais de 180 vítimas no Rio de Janeiro - Tânia Rego/Agência Brasil
Operação Casa de Papel desarticulou esquema de fraude imobiliária que fez mais de 180 vítimas no Rio de Janeiro Imagem: Tânia Rego/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

25/05/2021 07h51Atualizada em 25/05/2021 17h21

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu três pessoas em flagrante ontem durante uma operação para desarticular um esquema de fraude imobiliária que fez mais de 180 vítimas no estado, com prejuízos que somam mais de R$ 3,6 milhões.

Um dos presos na "Operação Casa de Papel" tem mais de 80 passagens pela polícia, a maioria por estelionato e ameaça. De acordo com as investigações, o grupo criminoso também aplicou golpes no Distrito Federal, São Paulo e Maranhão.

O escritório da empresa que aplicava os golpes, que fica no centro do Rio, foi alvo da operação e mais de dez pessoas foram conduzidas para a delegacia. Quando os investigadores estavam no local, flagraram novos clientes assinando contratos e mais de dez novas vítimas chegaram para fazer negociações.

As investigações começaram a partir de denúncias de vítimas e revelaram que o grupo criminoso simulava um financiamento para compra da casa própria, com entradas a partir de R$ 10 mil.

A suposta financeira se apresentava como cooperativa habitacional. Os compradores começavam a pagar e, quando pediam para ver a residência, os estelionatários mostravam, de forma dissimulada, um imóvel como se estivesse disponível. No entanto, as casas apresentadas não estavam à venda ou, se estavam, a negociação não havia sido efetuada por meio da cooperativa.

De acordo com os agentes, o grupo pegava imagens em sites de venda de imóveis e usava para enganar os clientes, utilizando as redes sociais e páginas na internet para atrair novos compradores.

Ainda segundo os policiais, quando a pessoa descobria que havia caído em um golpe e tentava reaver o dinheiro, o grupo criminoso começava a cobrar multas por "quebra de contrato" e taxas que não existiam para justificar a não devolução da quantia paga.

"Esse caso chegou por meio de denúncias de várias vítimas, que nos procuraram ao perceberem que tinham caído em um golpe. Iniciamos as investigações e conseguimos localizar mais de 180 pessoas que foram lesadas, com prejuízos milionários. Algumas dessas vítimas são pessoas humildes, que juntaram dinheiro por muitos anos para realizar o sonho da casa própria e perderam tudo. O número pode ser maior", disse a delegada Patrícia Aguiar, titular da 4ª DP (Praça da República).

De acordo com a Polícia Civil, a ação de ontem foi a 1ª fase da investigação, que continuará.