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Amazon oficializa compra do MGM por R$ 45 bilhões

Visão do estúdio cinematográfico norte-americano MGM Holdings  - AaronP / Bauer-Griffin / GC Images
Visão do estúdio cinematográfico norte-americano MGM Holdings Imagem: AaronP / Bauer-Griffin / GC Images

Do UOL, em São Paulo

26/05/2021 10h48Atualizada em 01/06/2021 16h37

A Amazon vai comprar o histórico estúdio de Hollywood MGM por US$ 8,45 bilhões (R$ 45 bilhões), anunciou nesta quarta-feira (26) a gigante americana do comércio virtual, que passará a contar com um amplo catálogo para crescer no mundo do streaming.

As duas partes "concluíram um acordo de fusão definitiva com base no qual a Amazon vai adquirir a MGM por um preço de compra de US$ 8,45 bilhões", anunciou a empresa.

Esta é a segunda maior aquisição da história da Amazon, após a compra da rede de supermercados americana Whole Foods, por US$ 13,7 bilhões, em 2017.

"MGM tem quase um século de história cinematográfica e complementa o trabalho da Amazon Studios, que se concentra principalmente na produção de programas para TV", completa o comunicado da empresa.

"O verdadeiro valor financeiro por trás do negócio é o tesouro da propriedade intelectual do catálogo profundo que planejamos reimaginar e desenvolver junto com a talentosa equipe da MGM", afirmou Mike Hopkins, vice-presidente sênior do Prime Video e Amazon Studios.

A Amazon destaca que ajudará "a preservar a herança e o catálogo de filmes da MGM, e oferecerá a seus clientes um acesso maior a suas obras existentes".

Como muitos estúdios americanos, a MGM sofreu muito com a pandemia de covid-19 e o fechamento prolongado das salas de cinema no mundo inteiro.

Com lançamento inicialmente previsto para março de 2020, o filme mais recente de James Bond, "007 - Sem Tempo para Morrer", foi adiado diversas vezes e deve chegar aos cinemas a partir de 30 de setembro.

O acordo reforça a posição da Amazon Prime Video, que disputa espaço com Netflix e outras empresas em um mercado de rápida evolução, com quase 4.000 filmes e 17 mil produções para televisão.

O negócio foi fechado em um momento em que a Amazon continua crescendo no comércio digital e na computação desmaterializada (nuvem) e quer acelerar o ritmo no setor de entretenimento, quando os consumidores estão se voltando implacavelmente para a mídia online.

A Amazon contará com os lendários estúdios Metro Goldwyn Mayer (MGM); um nome icônico de Hollywood que, nos últimos tempos, mudou de proprietário várias vezes e pediu concordata.

O negócio representa uma nova mudança no mundo do streaming, cujo crescimento é implacável e dominado por gigantes como a Netflix. A tendência de usar essas plataformas foi fortalecida nesta pandemia de covid-19.

O acordo pode aumentar a atenção dada à Amazon, uma das grandes empresas de tecnologia sob o escrutínio dos reguladores da concorrência em muitos países.

Na segunda-feira, a Amazon foi processada pela capital dos Estados Unidos, Washington (DC), por suposto abuso de poder dominante no comércio online.

Na semana passada, a gigante das telecomunicações AT&T anunciou a fusão de sua subsidiária WarnerMedia, dona dos estúdios Warner Bros., com o grupo Discovery para competir com plataformas como Disney + e Apple TV +, que estão ganhando mercado.

(AFP)