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Tesouro Nacional sofre ataque hacker; governo aciona PF e avalia prejuízos

Alan Marques/Folhapress
Imagem: Alan Marques/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

15/08/2021 16h42Atualizada em 16/08/2021 12h05

O Ministério da Economia informou que a Secretaria do Tesouro Nacional foi vítima de um ransomware (vírus que sequestra o acesso a dados criptografados). Esse tipo de ação geralmente está ligado a ataques de hackers que exigem um pagamento para normalizar o acesso —uma espécie de sequestro virtual.

Segundo o ministério, o ataque foi identificado na noite de sexta-feira (13). A Polícia Federal foi acionada e os efeitos do ataque estão sendo avaliados por especialistas em segurança do Tesouro e da Secretaria de Governo Digital.

"Nesta primeira etapa, avaliou-se que a ação não gerou danos aos sistemas estruturantes da Secretaria do Tesouro Nacional, como o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) e os relacionados à Dívida Pública", declarou em nota.

O Ministério da Economia afirmou também que novas informações "serão divulgadas tempestivamente e com a devida transparência".

Ataque não afetou negociações do Tesouro Direto

Também em nota nesta segunda-feira (16), o Tesouro Nacional informou que o ataque hacker não afetou "de forma alguma" as operações do Tesouro Direito —programa que permite a compra de títulos públicos do governo brasileiro por pessoas físicas.

"As compras e vendas continuam podendo ser realizadas normalmente", disse o órgão, em nota conjunta com a B3, a Bolsa de Valores brasileira.

Tribunais foram alvo de ataques semelhantes

Em novembro de 2020, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) foi alvo de um ataque hacker que bloqueou a base de dados dos processos. O caso foi considerado por peritos como o mais grave ataque cibernético em órgãos públicos brasileiros até então.

Como medida de precaução à época, o acesso do tribunal à internet foi derrubado, o que levou ao cancelamento das sessões de julgamento e impossibilitou o funcionamento dos sistemas de informática e de telefonia do STJ.

Ainda em novembro de 2020, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul sofreu uma invasão nos sistemas de informação.

Os ataques levaram o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luiz Fux, a instituir um comitê para atualizar a política de segurança digital no Judiciário.

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