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Perfil de herdeiro do arroz Prato Fino ataca vacina; 'hackeado', diz ele

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

27/08/2021 14h40

Fábio Rigo, filho de Celso Rigo e herdeiro da empresa produtora de arroz Prato Fino, publicou ontem nas redes sociais ataques ao SUS (Sistema Único de Saúde) e questionou a eficácia das vacinas contra a covid-19. Ele disse ainda que preferia a lei da selva.

"Quero mais que [o SUS] seja vendido. Quem pode mais chora menos. Lei da selva. Tive covid e não me fez cócegas. Prefiro o covid do que essa merda de vacina".

O discurso vai na contramão de políticas de imunização e de pesquisas científicas, que atestam a eficácia das vacinas. Até agora, a covid-19 já matou mais de 577 mil pessoas no país.

Print de twitter do herdeiro da marca de arroz Prato Fino - Reprodução - Reprodução
Print de twitter do herdeiro da marca de arroz Prato Fino
Imagem: Reprodução

Internautas reagiram negativamente aos comentários e criticaram as declarações de Rigo. Muitas pessoas começaram a estimular o boicote à marca. "Nunca viram um centavo meu e vão continuar sem ver", disse uma usuária do Twitter. "Você sabia? Fábio Rigo, filho de Celso Rigo, dono do Arroz Prato Fino", destacou outra usuária que em seguida compartilhou a postagem do empresário.

Após a repercussão negativa, o empresário afirmou que teve a conta invadida. "Tive a conta do Twitter hackeada hoje à tarde, fato que está causando bastante transtorno. Estamos tomando as devidas providências. Já peço desculpas de antemão", disse em uma publicação no Instagram. Seu perfil no Twitter foi desativado.

Postagem no instagram de Fabio Rafael Rigo, herdeiro da marca de arroz Prato Fino - Reprodução - Reprodução
Postagem no instagram de Fabio Rafael Rigo, herdeiro da marca de arroz Prato Fino
Imagem: Reprodução

A empresa também divulgou um comunicado pela internet: " A Pirahy Alimentos informa sobre o ataque hacker ocorrido nas redes sociais de um de seus diretores e alerta a população que atente-se para golpes, geração e multiplicação de informações falsas".

Ao UOL, a empresa afirmou que não há fatos novos a serem divulgados. Também não respondeu se foi feito um boletim de ocorrência, mas que apoia o SUS e a vacinação.

A Pirahy Alimentos atua no mercado desde 1975 e destaca-se em dez estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, além do Distrito Federal.

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