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Reação do governo à carta da Fiesp mostra 'destempero', diz senador petista

Colaboração para o UOL

30/08/2021 18h53

Em entrevista ao UOL News, senador Rogério Carvalho (PT-SE) classificou como "destempero" a reação do Palácio do Planalto ao manifesto "a favor da democracia" elaborado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que, entre os signatários, tem a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica, ambas instituições estatais, anunciaram que pretendem deixar a federação caso a carta seja divulgada. Por causa da repercussão, o documento, que tinha previsão de vir a público em 31 de agosto, deve ser divulgado apenas depois do feriado de 7 de setembro.

"Eu não tive acesso ao texto na íntegra, mas o que vi é que o teor não tem nada comprometedor a não ser o compromisso com a democracia", disse Carvalho. "A reação do governo mostra o seu destempero neste momento em que está sob pressão forte."

Para o senador, suplente da CPI da Covid, denúncias de corrupção apuradas pela comissão de inquérito e as convocações para o 7/9 estão entre as "pressões" sofridas pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) no momento.

"A tentativa de tirar o Banco do Brasil e a Caixa da Febraban é cara do governo Bolsonaro, de agir sempre na tensão, nunca no diálogo", disse o petista.

"É um quadro geral que deixa o presidente nervoso e muito tenso. Além do medo do que pode vir depois da presidência para ele e sua família", avaliou.

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