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Serviço e comércio crescem no 2º trimestre, mas agro puxa PIB para baixo

Do UOL, em São Paulo

01/09/2021 10h12Atualizada em 01/09/2021 11h22

O setor de serviços, que tem maior peso no PIB (Produto Interno Bruto), cresceu 0,7% no segundo trimestre de 2021 em relação ao trimestre anterior. Mas a queda de 2,8% na agropecuária, somada a quedas menores da indústria (-0,2%) e dos investimentos (-3,6%), puxou o PIB para baixo, que fechou em queda de 0,1%.

"Uma coisa acabou compensando a outra. A agropecuária ficou negativa porque a safra do café entrou no cálculo. Isso teve um peso importante no segundo trimestre", afirmou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Nos serviços, houve resultados positivos em informação e comunicação (5,6%), comércio (0,5%), atividades imobiliárias (0,4%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,3%) e transporte, armazenagem e correio (0,1%).

Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social ficaram estáveis (0,0%). Outras atividades de serviços cresceram 2,1%.

"Quase todos os componentes dos serviços cresceram, com destaque para o comércio e transporte na taxa interanual, que foram as atividades mais afetadas pela pandemia e que estão se recuperando mais agora", disse Rebeca Palis.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o Brasil começava a sentir os efeitos econômicos da pandemia, o setor de serviços avançou 10,8%. Os melhores resultados se deram em transporte, armazenagem e correio (25,3%) e comércio (20,9%).

As demais atividades também apresentaram resultados positivos em relação ao segundo trimestre de 2020: informação e comunicação (15,6%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (4,1%), atividades imobiliárias (3,5%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,4%). Outras atividades de serviços subiram 16,1%.

Apesar de queda, agro cresce em relação ao 2º trimestre de 2020

A Agropecuária cresceu 1,3% em relação ao segundo trimestre de 2020. De maneira geral, na comparação com o segundo trimestre do ano passado, período em que o país foi mais afetado pela primeira onda da covid-19, o PIB avançou 12,4%.

De acordo com o IBGE, o resultado do agronegócio pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho positivo de alguns produtos da lavoura com safra relevante no segundo trimestre, como a soja (9,8%) e o arroz (4,1%).

Houve queda nas estimativas de produção anual das culturas de café (-21%), algodão (-16,6%) e milho (-11,3%). As estimativas para pecuária e produção florestal apontaram contribuição positiva para o setor neste trimestre.

A agropecuária havia sido destaque do PIB no primeiro trimestre de 2021, com alta de 5,7%.

Primeiro semestre tem alta de 6,4% no PIB

O PIB no 1º semestre de 2021 cresceu 6,4% em relação a igual período de 2020, que foi muito afetado pela crise econômica do coronavírus. Nesta comparação, houve desempenho positivo para a agropecuária (3,3%), a indústria (10,0%) e os serviços (4,7%).

Governo comemora alta nos serviços

O governo comemorou a alta de 0,7% dos serviços em relação ao trimestre anterior. Em nota, o Ministério da Economia afirmou que "a melhora do setor se deve, em grande medida, ao avanço da vacinação em massa".

O ministério também atribuiu a queda da agropecuária a problemas climáticos e à menor produção da safra de café.

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