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Petrobras sobre gasolina: Tudo que excede R$ 2 não é nossa responsabilidade

"Entendemos que isso [aumento] está com o governo", disse o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna - Pedro Ladeira/Folhapress
"Entendemos que isso [aumento] está com o governo", disse o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

27/09/2021 21h47Atualizada em 28/09/2021 08h38

A Petrobras informou hoje que é responsável por cerca de R$ 2 na composição dos preços da gasolina, enfatizando que tudo que excede este valor "não é responsabilidade" da estatal. O presidente da empresa, general Joaquim Silva e Luna, também reforçou que não houve nenhuma mudança na política de preços aplicada aos combustíveis e que continua trabalhando "da mesma forma de sempre".

A manifestação foi feita horas depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dizer que discutiu com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, formas de diminuir o preço dos combustíveis "na ponta da linha".

"Entendemos que isso [alta nos preços] está com o governo, Ministério de Minas e Energia, [Ministério da] Economia e com a Casa Civil", disse Silva e Luna em coletiva no fim da tarde, reforçando que a Petrobras é responsável somente pela produção e refino do combustível — e, depois disso, "ela não se manifesta mais".

A Petrobras recebe cerca de R$ 2 por litro [de gasolina] na bomba. Essa parcela, que corresponde à Petrobras, se destina a cobrir o custo de exploração, de produção e refino do óleo, investimentos permanentes, juros da dívida, impostos e participações governamentais.
Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras

Composição dos preços

Durante a coletiva, Silva e Luna ainda explicou que, do total do preço do litro da gasolina, apenas 34% são referentes à Petrobras. Os outros 66% são formados por outros componentes de custo, incluindo impostos — federais e estaduais —, além da margem de lucro dos postos.

No caso do diesel, em compensação, a parcela da empresa fica em 52%, sendo os 48% restantes relativos aos demais fatores de mercado. Na formação do preço do botijão de gás de cozinha (GLP) de 13 kg, a Petrobras fica com 48% do preço, com os outros 52% ficando por conta das empresas de envase, distribuição, revenda e impostos estaduais, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

O presidente da Petrobras também reiterou que não há nenhuma mudança na política de preços adotada pela companhia, que segue acompanhando o mercado internacional.

Continuamos trabalhando da forma como sempre. A maneira que a Petrobras acompanha o preço da paridade internacional do [petróleo tipo] Brent, as mudanças em relação ao câmbio, a análise permanente para ver se isso são [fatores] conjunturais ou estruturais... Essa mudança [na política de preços] não existe.
Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras

8ª semana de alta

O preço médio da gasolina nos postos de combustíveis do Brasil avançou pela oitava semana consecutiva, mantendo-se acima da marca de R$ 6 por litro, segundo pesquisa publicada na última sexta-feira (24) pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

No período, o valor da gasolina comum nas bombas atingiu R$ 6,092 por litro, em média, ante R$ 6,076 na semana anterior.

Já o óleo diesel, combustível mais consumido do Brasil, teve o preço médio cotado a R$ 4,707 por litro, ligeiramente abaixo dos R$ 4,709 registrados anteriormente.

(Com Agência Brasil e Reuters)

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