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Dólar opera em alta, vendido a R$ 5,55, e Bolsa sobe 1,39%; siga

Segunda-feira o dólar valorizou 0,38%, fechando a R$ 5,537 na venda - Getty Images/iStock
Segunda-feira o dólar valorizou 0,38%, fechando a R$ 5,537 na venda Imagem: Getty Images/iStock

Do UOL, em São Paulo

13/10/2021 09h16Atualizada em 13/10/2021 13h13

O dólar comercial e Bolsa operavam em alta na manhã de hoje. Por volta das 13h10 (de Brasília), a moeda norte-americana subia 0,23%, vendida a R$ 5,55, com a política monetária dos Estados Unidos em foco após dados de inflação norte-americanos mais fortes do que o esperado e antes da ata da última reunião do Federal Reserve.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, operava em alta de 1,39%, a 113.745,09 pontos.

Na segunda-feira (11) o dólar valorizou 0,38%, fechando a R$ 5,537 na venda, e a Bolsa fechou com queda de 0,58%, a 112.180,477 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Mercado de olho em política monetária dos EUA

O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o índice de preços ao consumidor subiu 0,4% no mês passado, avançando 5,4% nos 12 meses até setembro.

A leitura veio acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que projetavam alta de 0,3% do índice de preços ao consumidor.

"Dado de hoje ainda sugere inflação pressionada", disse Artur Lula Motta, da equipe de estratégia e pesquisa macro do BTG Pactual, em post no Twitter, ressaltando que os mercados elevaram as apostas em elevação de juros nos Estados Unidos no terceiro trimestre de 2022.

Os futuros dos juros norte-americanos sugerem agora que os operadores enxergam chance de 90% de elevação dos custos dos empréstimos até setembro de 2022.

Incertezas políticas e fiscais

Além de fatores internacionais de impulso para o dólar, investidores apontam incertezas políticas e fiscais domésticas como fatores que explicam a depreciação da moeda brasileira para os patamares atuais, bem como a percepção de que o Banco Central não tem combatido a inflação local com a agressividade necessária.

A taxa Selic está atualmente em 6,25% ao ano, depois de elevação de 1 ponto percentual no último encontro da autarquia. Antes da reunião de política monetária de setembro, alguns operadores chegaram a precificar aumento de até 1,5 ponto.

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, afirmou nesta quarta-feira que o ajuste de 1 ponto na Selic sinalizado pelo BC para o ciclo de aperto monetário não é um compromisso e pode mudar dependendo das condições, citando como risco uma mudança muito grande no regime fiscal.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Com Reuters

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