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'Não faremos aventura na economia', diz Bolsonaro ao lado de Guedes

Weudson Ribeiro

Colaboração para o UOL, em Brasília

22/10/2021 15h23

Ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro falou hoje sobre a crise aberta no mercado por causa do lançamento do Auxílio Brasil, de R$ 400, fora do teto de gastos. Na avaliação do presidente, o valor médio oferecido pelo Bolsa Família, de cerca de R$ 190, é insuficiente para os mais necessitados.

"Esse [novo] valor decidido por nós tem responsabilidade. Não faremos nenhuma aventura, não queremos colocar em risco nada no tocante à economia", disse Bolsonaro. Guedes deu mais detalhes do que a Economia pretende fazer: "Nós vamos reduzir o ritmo do ajuste. Que seja um déficit de 1% [do PIB], não faz mal. Preferimos tirar oito no fiscal e atender os mais frágeis. O arcabouço fiscal continua. Eu seguro isso."

Para promover essa ampliação, o governo propôs uma modificação na PEC dos Precatórios, aprovada ontem em comissão especial da Câmara. A mudança em questão altera janela de correção do teto de gastos pelo IPCA, para abrir um espaço para novos gastos de R$ 83 no Orçamento de 2022, ano eleitoral.

O pronunciamento de Bolsonaro deu-se um dia depois de quatro secretários do Ministério da Economia pedirem demissão, entre eles Bruno Funchal, secretário do Tesouro e Orçamento, e Jeferson Bittencourt secretário do Tesouro Nacional. O motivo alegado ter sido "questões pessoais". O ministro Guedes havia afirmado na quarta que considerava alocar R$ 30 bilhões fora do teto para bancar os R$ 400 do novo auxílio.

Auxílio a caminhoneiros

Além do Auxílio Brasil, Bolsonaro afirmou —sem detalhar a fonte de gastos— que o auxílio aos caminhoneiros, defendido por ele ontem, deverá custar R$ 4 bilhões.

"Não queremos tomar nenhuma medida que afete a economia. O valor que chegamos [de R$ 400] para o benefício foi negociado dentro do governo. Vamos ter mais aumento nos preços dos combustíveis. Não vai ter congelamento. Então decidimos ajudar os caminhoneiros. Essa ajuda vai custar R$ 4 bilhões por ano", afirmou Bolsonaro.

"Sabemos que aumentando o petróleo lá fora, o reajuste em poucos dias precisa ser feito pela Petrobras. Nós indicamos o presidente da Petrobras, mas não temos ascendência sobre ela. Ela é auditada e fiscalizada por quase uma dezena de órgãos, não há de nossa parte congelamento de preços", disse o presidente Bolsonaro.

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