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Skaf é contra revogação da reforma trabalhista: 'PT quer imposto sindical'

Ex-presidente da Fiesp chamou de "politicagem" tentativa de derrubar a reforma trabalhista - Paulo Lopes/Futura Press/Estadão Conteúdo
Ex-presidente da Fiesp chamou de "politicagem" tentativa de derrubar a reforma trabalhista Imagem: Paulo Lopes/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

11/01/2022 12h07Atualizada em 11/01/2022 12h07

Ex-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o empresário Paulo Skaf criticou nesta terça-feira (11) os planos do PT para revogar a reforma trabalhista criada em 2017 no Brasil, sob a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB). As críticas foram feitas por Skaf em entrevista à CNN Brasil, na qual ele afirmou que o partido "quer o imposto sindical de volta".

"O que eles querem é meter a mão no bolso do trabalhador e arrancar obrigatoriamente o imposto sindical para alimentar sindicatos, muitos deles de gaveta que não fazem trabalho nenhum", disse Skaf.

Segundo o empresário, a reforma é alvo de críticas por ela ter diminuído arrecadação dos sindicatos de R$ 3 bilhões por ano para pouco mais de R$ 100 milhões. "Naturalmente, é isso que está atrás dessa discussão toda. E também a politicagem do ano eleitoral, com os discursos sensacionalistas que não veem o interesse da nação, do Brasil, do povo, das pessoas", afirmou o ex-presidente da Fiesp.

Skaf foi um dos envolvidos nas negociações para a aprovação da reforma trabalhista em 2017 e também defendeu que a mudança na legislação não tirou direitos dos trabalhadores. "Todos os direitos fundamentais garantidos pela constituição foram mantidos: aviso prévio, férias, 13º salário. Além disso, essa nova reforma trabalhista permitiu os novos empregos, o teletrabalho de forma legal, o home office, permitiu ao trabalhador tirar suas férias até três vezes [ao ano] e o negociado sobre o legislado."

O empresário reconheceu, no entanto, que há situações que as normas precisam passar por revisão, mas disse ser contra a revogação total da reforma trabalhista. "Os novos tempos trazem novas situações. Isso não significa desfazer a reforma trabalhista. Um caso aqui, um caso ali, vão precisar ser feitas mudanças. A palavra-chave se chama adaptação. Agora não é porque teve uma situação nova que nós vamos revogar uma reforma trabalhista bem feita", completou.

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