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Quem não tem Pix pode resgatar dinheiro esquecido, mas cuidado com golpes

Estimativa é que haja R$ 4 bilhões esquecidos em bancos que serão devolvidos só na primeira fase - André Luís Ferreira/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Estimativa é que haja R$ 4 bilhões esquecidos em bancos que serão devolvidos só na primeira fase Imagem: André Luís Ferreira/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Anaís Motta

Do UOL, em São Paulo

12/02/2022 04h00

O Banco Central vai liberar, na próxima segunda-feira (14), um novo site para consulta a valores esquecidos em bancos por cerca de 28 milhões de pessoas físicas e jurídicas. O resgate do dinheiro, por sua vez, estará disponível a partir de 7 de março e poderá ser feito via Pix. Ao UOL, o BC informou que projeta devolver cerca de R$ 4 bilhões só nesta primeira fase.

Quem ainda não tem uma chave Pix cadastrada não precisa se preocupar, porque também conseguirá resgatar o dinheiro. Neste caso específico, as instituições financeiras entrarão em contato com os clientes para informar como será feita a transferência.

Mas é preciso tomar cuidado com possíveis golpes: nunca clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram, nem faça qualquer tipo de pagamento para ter acesso aos valores. Nem o BC, nem os bancos vão te pedir para fornecer dados pessoais, muito menos senhas, para liberar o dinheiro.

O único site para consulta e pedidos de transferência de valores esquecidos em bancos é o valoresareceber.bcb.gov.br, cujo acesso estará disponível a partir de segunda (14).

Muito importante: apenas depois que você acessar o sistema e somente no caso de pedir o resgate sem indicar uma chave Pix, a instituição financeira que você escolheu entrará em contato para realizar a transferência. Atenção: mesmo neste caso específico, essa instituição não pode pedir que você informe seus dados pessoais, nem sua senha.
Alerta do Banco Central

Como saber se tenho valores a receber?

Para descobrir se você tem ou não algum dinheiro esquecido em bancos, basta acessar valoresareceber.bcb.gov.br a partir da próxima segunda (14) e digitar seu CPF ou CNPJ. O sistema logo te informará se você tem valores a receber e a data para que você possa solicitar o resgate.

Como pedir o resgate?

Na data informada pelo BC, você deve acessar novamente o valoresareceber.bcb.gov.br para descobrir o valor exato a que tem direito e solicitar o resgate. Vale lembrar que, neste momento, será necessário usar um login gov.br nível prata ou ouro. Caso ainda não o tenha, basta fazer um cadastro gratuito pelo site ou pelo aplicativo gov.br disponível na Google Play (Android) e na App Store (Apple).

Para subir de nível e, assim, conseguir solicitar a transferência, é necessário confirmar sua identidade por meio de qualquer um dos processos indicados nas plataformas gov.br. Quem quiser ir de bronze para prata, por exemplo, pode validar seus dados no próprio app, via reconhecimento facial.

App gov.br - Reprodução - Reprodução
Mudança do nível de confiabilidade da conta gov.br pode ser feita pelo aplicativo oficial
Imagem: Reprodução

Perdi a data de resgate. E agora?

Se você não conseguir acessar o valoresareceber.bcb.gov.br no dia indicado pelo sistema do BC, não se preocupe: volte ao site em outro dia e repita o processo. O sistema vai te informar uma nova data para retorno.

O dinheiro é seu e continuará guardado pelas instituições financeiras pelo tempo que for necessário, até que você peça a devolução.

Como criar uma chave Pix?

A chave Pix é como o endereço da sua conta no Pix, da mesma forma que um número no título de eleitor identifica a pessoa na hora de votar ou o e-mail identifica o endereço de alguém na internet para receber mensagens.

Para criar uma chave Pix, basta acessar o aplicativo, o internet banking ou ir a uma agência do banco ou instituição financeira onde você tem conta. Você vai precisar usar uma dessas quatro formas de identificação:

  • CPF (pessoas físicas) ou CNPJ (empresas);
  • e-mail;
  • número de telefone celular;
  • chave aleatória.

A chave aleatória é uma forma de receber um Pix sem precisar informar dados pessoais. Será como um login, feito a partir de um conjunto de números, letras e símbolos gerados aleatoriamente, que identificará a conta de destino das transferências.

Para pessoas físicas, há limite de cinco chaves Pix para cada conta da qual o cliente é titular. Para jurídicas, o máximo é 20.