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Lira diz que 'faltou apoio do governo' para aprovar reforma administrativa

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), prometeu ano intenso de votações na Casa - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), prometeu ano intenso de votações na Casa Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Lucas Valença

Do UOL, em São Paulo

22/02/2022 11h17

Em um evento com empresários em São Paulo, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), afirmou hoje que "faltou a mão do governo" para que a reforma administrativa, que tramita no Congresso, fosse aprovada.

"Faltou o apoio do governo, porque alguém disse que é ano eleitoral e que isso iria atrapalhar, enquanto os sindicatos vêm vendendo uma visão que não é a posta", declarou.

Segundo o parlamentar, foi acertado entre os líderes da Câmara que o plenário da Casa tentará manter um "ano intenso" de votações.

Lira ressaltou que a "reforma administrativa já está pronta para ir a plenário", mas que ainda aguarda o momento certo para colocar a proposta em votação.

"Só precisamos ter a sensibilidade de quando ela vai e quando vem", contou aos empresários.

Com relação ao projeto que procura diminuir impostos aplicados aos combustíveis e ao gás de cozinha, Lira disse que "é importante que os governadores deem a sua parcela de contribuição" à discussão das propostas que tramitam nas Casas legislativas.

Tramitando no Legislativo, o PLP 11/20 prevê um valor fixo para a cobrança de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis. O projeto, porém, tem sido criticado por gestores estaduais.

Ao ser questionado sobre o marco dos jogos de azar, que está na pauta de votação da Câmara de hoje, o presidente afirmou que o impedimento à proposta se trata de "pura demagogia" ou de "interesses de alguns grupos" específicos.

"Onde é que não temos jogos no Brasil? Temos o jogo do bicho há uma vida. Temos centenas de cassinos em São Paulo. Temos jogos on-line. Temos sites de apostas patrocinando até a seleção brasileira", declarou.