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Servidores do BC, que ganham até R$ 27 mil, fazem paralisação por salários

Sede do Banco Central em Brasília - Adriano Machado/Reuters
Sede do Banco Central em Brasília Imagem: Adriano Machado/Reuters

24/02/2022 04h00

Os servidores do BC (Banco Central) marcaram para esta quinta-feira (24) uma paralisação por 4 horas pedindo reajuste salarial. A manifestação está prevista entre 14h e 18h. Segundo Fábio Faiad, presidente nacional do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central), caso as reivindicações não sejam aceitas, os servidores planejam entrar em greve por tempo indeterminado a partir de 9 de março.

Atualmente, os salários de analistas do Banco Central variam entre R$ 19.197,06 (remuneração mínima) e R$ 27.369,67 (remuneração máxima).

A manifestação foi aprovada em assembleia, que teve mais de 90% dos votos válidos, segundo o Sinal.

Segundo o Sinal, o objetivo da mobilização é o reajuste salarial dos servidores, bem como a reestruturação de carreira de analistas e técnicos do BC, que seriam demandas sem impacto financeiro. A estimativa é ter 70% de adesão.

O que querem os servidores do BC?

A categoria quer reajuste de 26,3% e alguns itens não-salariais sem impacto financeiro (reconhecimento dos cargos do BC como exclusivos de Estado conforme art. 247 da Constituição, aumento da independência e das prerrogativas dos servidores em seus trabalhos).

Eles também pedem a reestruturação da carreira de analistas e técnicos. A mobilização tomou forma depois que o Congresso aprovou o Orçamento de 2022 com R$ 1,7 bilhão destinado a reajustes ao funcionalismo. O montante foi separado a partir de articulação do próprio governo de Jair Bolsonaro (PL), mas deve ser destinado apenas a policiais federais, policiais rodoviários federais e servidores do Depen (Departamento Penitenciário Nacional).

Em janeiro, Bolsonaro sancionou o Orçamento mantendo a reserva do dinheiro para o reajuste. A medida, porém, ainda não começou a valer, pois depende de atos do próprio governo.

Na terça-feira (22), o ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou uma nova proposta para usar o montante de R$ 1,7 bilhão separado no Orçamento e atender de alguma forma o funcionalismo.

A proposta que está atualmente nas mãos do presidente prevê a concessão de um benefício de R$ 400, a ser incorporado no vale-alimentação, ou seja, sem estar sujeito a tributação (livre de Imposto de Renda).