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OMC responde Bolsonaro: Mundo não sobrevive sem agricultura brasileira

Representantes do setor apresentaram uma carta à diretora-geral da OMC com demandas do setor - Getty Images
Representantes do setor apresentaram uma carta à diretora-geral da OMC com demandas do setor Imagem: Getty Images

Colaboração para o UOL*

19/04/2022 14h56Atualizada em 19/04/2022 14h59

A diretora-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Ngozi Okonjo-Iweala, disse, em reunião com a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) ontem, que o mundo não sobrevive sem a agricultura brasileira.

"Eu sei que o mundo não sobrevive sem a agricultura brasileira. Precisamos pensar nos desafios futuros, não só do Brasil, mas do mundo todo", disse Ngozi.

A reunião aconteceu após o presidente Jair Bolsonaro (PL) pedir ajuda à OMC para garantir uma espécie de "salvo-conduto" ao fluxo de fertilizantes importados de países que sofreram sanções econômicas e financeiras por causa da guerra na Ucrânia.

Os alvos das medidas restritivas são a Rússia e Belarus, dois dos principais exportadores dos insumos ao agronegócio brasileiro. Desde o início da guerra, provocada pela invasão militar russa à Ucrânia, o governo Bolsonaro lançou um plano nacional de fertilizantes e tenta obter fornecedores alternativos para evitar impactos na produção de alimentos no campo e inflação.

"Estou animada sobre o que o Brasil tem a dizer sobre a área ambiental e as tecnologias produtivas com potencial de descarbonização", disse ainda Ngozi.

Durante o encontro, parlamentares da base do governo defenderam práticas de sustentabilidade, para rebater a impressão de que a produção do Brasil não é sustentável.

Representantes do setor apresentaram uma carta à diretora-geral da OMC com demandas do grupo pedindo também proatividade contra o que chamaram de "crescente onda de protecionismo exagerado no mercado".

*Com informações do jornal O Estado de S.Paulo