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Pedidos de demissões no Brasil batem recorde em março, mostra levantamento

Apesar de desemprego alto e momento ruim da economia, muitos trabalhadores optam por sair de seus empregos. - Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo
Apesar de desemprego alto e momento ruim da economia, muitos trabalhadores optam por sair de seus empregos. Imagem: Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

09/05/2022 19h12

Um levantamento da LCA Consultores, com base nos dados oficiais do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), apontou um recorde nos pedidos de demissões mensais no Brasil, em março de 2022.

No mês, foram 603 mil trabalhadores que saíram de seus trabalhos voluntariamente. O número representa pouco mais de 33% de um total de 1.816.882 desligamentos.

O setor que mais registrou pedidos de demissões em março foi o de alojamento e alimentação, seguido das atividades administrativas e serviços complementares. Os que menos registraram desligamentos voluntários foram o de organismos internacionais de outras instituições extraterritoriais, e de eletricidade e gás.

Apesar do desempenho fraco da economia e do alto índice de desemprego, o movimento pode ser entendido, entre outros motivos, ao fato de que os trabalhadores tentaram uma realocação em áreas com mais afinidade, entende o estudo. Na pandemia, a tendência no mercado de trabalho era a ocupação de funções com menos proximidades para não ficar sem emprego.

A preferência por algum modelo de trabalho - presencial, híbrido ou home office - também pode contribuir para um pedido de demissão, avalia o relatório.