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Senadoras acionam PGR contra Pedro Guimarães após relatos sobre assédio

Presidente Jair Bolsonaro ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães - Isac Nóbrega/PR
Presidente Jair Bolsonaro ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães Imagem: Isac Nóbrega/PR

Weudson Ribeiro

Colaboração para o UOL, em Brasília

29/06/2022 17h11

A bancada feminina do Senado enviou hoje ao MPF (Ministério Público Federal) um pedido de celeridade na apuração das denúncias contra o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. A manifestação ocorre depois de o site Metrópoles ter publicado, ontem, relatos de funcionárias que afirmam terem sido vítimas de assédio sexual por parte do economista, indicado ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2019.

"É inadmissível que uma autoridade se valha do cargo para cometer crimes de assédio, reiteradas vezes, contra suas subordinadas. Lamentamos profundamente que ao menos cinco mulheres tenham sofrido tamanha violência no ambiente de trabalho, um procedimento abjeto e recorrente que estaria sendo praticado pelo presidente da Caixa", diz a líder da bancada feminina, senadora Eliziane Gama, que assina a peça.

Guimarães oficializou hoje o pedido de demissão do cargo no banco estatal um dia após as denúncias de assédio sexual de funcionárias contra ele serem divulgadas. No texto, entregue ao presidente da República, ele disse que combateu o assédio sexual no órgão e afirmou ser vítima de uma "situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade".

Para o lugar de Guimarães na presidência da estatal, o governo deve indicar a secretária especial de Produtividade e Competitividade Daniella Marques, que sempre teve protagonismo na gestão de Paulo Guedes no Ministério da Economia. A nomeação foi antecipada pela colunista Carla Araújo, do UOL.

Mais cedo, a bancada feminina no Senado havia divulgado nota de repúdio sobre o caso, em que lembra que o ato de uma autoridade assediar, constranger e abusar de subordinados é crime previsto no Código Penal.

"É inadmissível que uma autoridade se valha do cargo para cometer crimes de assédio, reiteradas vezes, contra suas subordinadas. Lamentamos profundamente que ao menos cinco mulheres tenham sofrido tamanha violência no ambiente de trabalho, um procedimento abjeto e recorrente que estaria sendo praticado pelo presidente da Caixa. Somos solidárias a elas", afirma a liderança da bancada.