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Grupo ligado ao agronegócio divulga carta em defesa da democracia

Bradesco, Santander, Itaú Unibanco, Natura, Nestlé, Suzano, Vale e Carrefour estão entre os integrantes da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura - Confederação Nacional da Agricultura/Wenderson Araújo
Bradesco, Santander, Itaú Unibanco, Natura, Nestlé, Suzano, Vale e Carrefour estão entre os integrantes da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura Imagem: Confederação Nacional da Agricultura/Wenderson Araújo

Do UOL, em São Paulo

03/08/2022 15h27

Representantes do agronegócio, do setor financeiro, de empresas, da sociedade civil e acadêmicos divulgaram hoje uma carta em favor da democracia e do sistema eleitoral brasileiro. São mais de 300 representantes destes grupos, reunidos pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.

"O objetivo é contribuir com uma defesa apartidária do processo eleitoral do Brasil, que desde a redemocratização do país tem mostrado uma inabalável segurança na apuração da vontade popular expressa pelo voto", diz o grupo.

E ressaltamos que o processo eleitoral é inquestionável e imprescindível para toda e qualquer discussão que vise à prosperidade do país. Sem democracia não há desenvolvimento e sustentabilidade. Sem sustentabilidade não há futuro possível
Carta da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura

A nota ressalta que o Brasil tem se esforçado para manter "instituições sólidas", com respeito às leis e no "equilíbrio de direitos e deveres". Para o grupo, isso tudo tem como alicerce "eleições limpas" para manifestação da vontade popular.

"O futuro que queremos depende do diálogo entre divergentes e do respeito ao resultado das eleições. Este deve ser um ponto pacífico entre todos os atores que se dispõem a representar a sociedade brasileira à frente de um Estado democrático de Direito", finaliza.

Assim como na "Carta pela Democracia", lançada por juristas e pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), o texto de hoje não cita nominalmente o presidente Jair Bolsonaro (PL), nem outros políticos que frequentemente têm contestado, sem provas, a confiabilidade da urna eletrônica e do sistema eleitoral no país.

O documento será encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), a membros do Congresso Nacional e a alguns ministérios, além de embaixadas, bancos e instituições de desenvolvimento.