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'Pobre não tem um dia de paz': memes reagem à taxação de compras na Shein

Shein - Getty Images
Shein Imagem: Getty Images

Colaboração para o UOL

13/04/2023 15h02

O anúncio do governo sobre o fim da isenção de impostos sobre encomendas internacionais de até US$ 50 (R$ 247) se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nos últimos dias.

A mudança atinge varejistas asiáticas, como a Shein, o AliExpress e a Shopee. Porém, o governo não vai cobrar apenas de sites chineses: a regra vale para compras feitas em qualquer site do exterior. Ainda assim, a nova medida gerou críticas até mesmo entre os apoiadores do governo.

Confira algumas reações:

Afinal, o que vai mudar?

  • O governo quer acabar com a isenção de US$ 50 para envios entre pessoas físicas para impedir fraudes. De acordo com a Receita Federal, empresas no exterior enviam produtos para o Brasil como se fossem pessoas físicas e declaram valores abaixo de US$ 50 para que a compra não pague imposto.
  • Acabando com a isenção, o governo vai cobrar imposto de todas as remessas internacionais, sejam elas de US$ 5 ou US$ 50. Na prática, quer dizer que todos os produtos enviados para o Brasil serão taxados em 60% -- para encomendas de até US$ 500 (R$ 2.470), acima disso, é cobrado 60% mais o ICMS de cada estado e outras taxas podem ser acrescentadas.
  • Ainda não se sabe quando a mudança começa a valer. O governo diz que vai editar uma Medida Provisória para acabar com a isenção e criar regras para ampliar a cobrança do imposto de 60% sobre as remessas internacionais. Não há prazo para que isso aconteça.