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Diretor do Santander: 'Fintechs nunca trouxeram novidades em comunicação'

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em Piracicaba (SP)

18/04/2023 04h00

"As fintechs trouxeram uma movimentação muito significativa mercadológica no setor financeiro. O serviço foi revolucionário. Mas, se a gente for pensar em comunicação, não vejo grande mudanças. Soa mais jovem, mas não foge do que foi feito nos últimos 30 anos".

Esta é uma das opiniões de Igor Puga, sócio e CMO (ou chief marketing officer, em inglês) do Santander Brasil. Igor foi o entrevistado do episódio nº 160 do programa Mídia e Marketing - veja a entrevista abaixo, na íntegra.

Ele também falou sobre:

  • a mudança na comunicação dos bancos nos últimos anos
  • a importância de abordar educação financeira
  • como é a busca para acertar o tom de voz na publicidade
  • aspectos de campanhas recentes da empresa, com personalidades como Gil do Vigor e Ana Paula Arósio
  • o crescimento do mercado de influenciadores e criadores de conteúdo

Confira destaques do papo:

Campanhas com Gil do Vigor e Ana Paula Arósio

Foram elos para conversar com jovens entrantes e com pessoas que não conheciam os serviços. Quando falo de mercado financeiro, me torno interessante para todo mundo. Sou banco e estou tentando ser o mais transparente, direto e próximo do consumidor. Não fico me travestindo de alguma coisa que gera identificação com o público

Tom de voz para diferentes públicos

A gente tem uma brincadeira com a nossa agência, com os nossos publicitários: quando uma criança de 12 anos não entende o que foi dito, não pode ir para o ar, senão não cumprimos nosso papel

Como mudar o mundo e vender produtos?

Eu não tenho orçamento para fazer coisas que mudam o mundo e ao mesmo tempo gerar vendas, então tenho que unir útil ao agradável. Também não somos uma big tech, então nosso diferencial vai ser construído a partir de oportunidades construídas na economia

Banco é um mal necessário?

Banco é um mal necessário, porque cobra tarifa, juro. Mas, por outro lado, se você conversa com diretores financeiros de empresas, a relação que eles têm com bancos é completamente oposta. Você ouve o absoluto inverso: é quase uma gratidão e isso não aparece na comunicação

Crescimento do mercado de influenciadores

Não dá para a gente achar que notoriedade é influência. A gente vulgarizou a palavra. Influenciador é alguém que de fato tem peso no que fala e não alguém que tem milhões que acompanham sua rotina, com coisas cotidianas nas redes sociais

Assista ao programa: