Sai Chumbinho, entra Crocantinho: Kopenhagen rebatiza chocolate clássico

O clássico chocolate Chumbinho da Kopenhagen não é mais o mesmo, pelo menos em seu nome. Como a marca anunciou nesta sexta (2), as bolinhas crocantes de açúcar cobertas de chocolate agora passam a se chamar Crocantinho.

Criado há quase setenta anos pelo casal fundador da tradicional marca de chocolates, Sr. David e Sra. Ana Kopenhagen, o antigo Chumbinho recebeu esse nome fazendo alusão ao seu formato que era similar a um brinquedo muito popular nos anos 50.

"O brinquedo que inspirou a criação do Chumbinho perdeu o seu apelo ao longo dos anos e, infelizmente, um agente químico homônimo acabou se tornando muito popular no controle ilegal de animais. Muitas ONGs e protetores têm travado uma verdadeira batalha para a proibição do uso indiscriminado do chumbinho principalmente por meio das redes sociais, o que tem impactado negativamente a submarca da Kopenhagen", comunica a empresa.

Segundo Maricy Gattai Porto, diretora executiva da marca, havia um número grande de clientes que pediam que a marca se posicionasse em relação a essa questão. "Percebemos que a associação entre o Chumbinho Kopenhagen com o agente químico com o mesmo nome era real", explica.

De acordo com a executiva, porém, só o nome mudou e a receita permanece igual e hoje, além da versão tradicional, o Crocantinho chega às lojas em sabores Black & White e Lingato.

A origem da Kopenhagen

O casal de judeus da Letônia Anna e David Kopenhagen chegou ao Brasil em 1925. Três anos depois, Anna começou a cozinhar na própria casa um doce clássico europeu chamado marzipã —feito com amêndoas e açúcar— para o marido vender na rua, de acordo com a Folha de S.Paulo. E assim surgiu a empresa que leva até hoje o nome da família.

Loja antiga da fabricante de chocolates Kopenhagen em São Paulo
Loja antiga da fabricante de chocolates Kopenhagen em São Paulo Imagem: Divulgação

Em 1929, o casal inaugurou a primeira loja da marca, na rua Miguel Couto, no centro da cidade de São Paulo, segundo informações divulgadas em uma pesquisa publicada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em 2021.

Na década de 1930, a marca começou a expandir a cartela de produtos oferecidos, e o casal comprou um terreno na região do Itaim Bibi. Então, em 1943 foi inaugurada no local a primeira fábrica da Kopenhagen, o que possibilitou ampliar ainda mais o portfólio da empresa.

Antiga fábrica da produtora de chocolates Kopenhagen no bairro do Itaim, em São Paulo
Antiga fábrica da produtora de chocolates Kopenhagen no bairro do Itaim, em São Paulo Imagem: Divulgação
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Com o tempo, a Kopenhagen virou referência de doces finos e presenteáveis no mercado. Clássicos como Língua de Gato, Nhá Benta e Lajotinha estão entre os produtos icônicos da marca.

Loja antiga da fabricante de chocolates Kopenhagen em São Paulo
Loja antiga da fabricante de chocolates Kopenhagen em São Paulo Imagem: Divulgação

Venda da empresa na década de 1990. Após anos de expansão, já funcionando com o sistema de franquias, em 1996 a empresa foi comprada da família fundadora por Celso Ricardo de Moraes, do Grupo CRM.

Desde 2020, a marca é presidida por Renata Vichi, filha de Celso. Segundo a Forbes, ela começou na empresa aos 16 anos com estagiária de marketing, passou pela diretoria de marketing e comercial, além da vice-presidência.

Atualmente, a Kopenhagen tem mais de 600 lojas e está presente em todos os estados brasileiros, conforme divulgado pela Nestlé em nota.

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