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PIB fecha 2023 com alta de 2,9% e recorde do agro

A economia brasileira se manteve estável e encerrou o ano com crescimento de 2,9%, totalizando R$ 10,9 trilhões, informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O que aconteceu

O resultado é quase estável em relação ao ano anterior, quando o PIB brasileiro teve alta de 3%. O resultado veio acima do que esperavam os investidores. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado um sinalizador do PIB, tinha apontado expansão de 2,45% no ano.

Economia brasileira foi puxada principalmente pelo setor da agropecuária, que teve alta recorde de 15,1% entre 2022 e 2023. Segundo a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, isso se deve ao crescimento da soja e do milho, duas das lavouras mais importantes do país.

Indústria e serviços também cresceram no ano, em 1,6% e 2,4%, respectivamente. Um dos destaques foram as indústrias extrativas, que subiram 8,7%, com extração maior de petróleo, gás natural e minério de ferro.

Consumo das famílias também foi uma das maiores influências no índice, com avanço de 3,1% no ano. Para Palis, isso se deve a uma melhora nas condições do mercado de trabalho, além dos programas de transferência de renda do governo, "especialmente em alimentação e produtos essenciais não duráveis", disse.

PIB per capita também teve aumento real (acima da inflação), de 2,2%, e chegou a R$ 50.194. No ano passado, foi de R$ 46.154.

Apesar de crescimento no ano, PIB ficou estagnado no último trimestre. Houve variação de 0%, abaixo do esperado por especialistas, de 0,1%, segundo a agência Reuters.

*Com informações da Reuters

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