Dados fracos de vendas no varejo e preços ao produtor reduzem perspectivas de aumento dos juros nos EUA

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 12 Ago (Reuters) - As vendas no varejo dos Estados Unidos ficaram inesperadamente estáveis em julho, conforme os norte-americanos cortaram as compras de roupas e outros bens, apontando para moderação nos gastos do consumidor que poderia enfraquecer as expectativas de aceleração do crescimento econômico no terceiro trimestre.

Outros dados nesta sexta-feira mostraram que os preços ao produtor registraram sua maior queda em quase um ano em julho, em meio a custos decrescentes para bens de serviços e energia.

A redução dos gastos do consumidor e a falta de sinais de aceleração da inflação sugerem que o Federal Reserve, banco central dos EUA, provavelmente não irá aumentar a taxa de juros tão cedo, apesar de um mercado de trabalho robusto.

O resultado das vendas do varejo estáveis em julho veio após um aumento revisado para cima de 0,8 por cento em junho, informou o Departamento de Comércio.

A alta inicialmente relatada para as vendas no varejo em junho era de 0,6 por cento. As vendas subiram 2,3 por cento na comparação com o ano passado.

Em um relatório separado, o Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao produtor para a demanda final caiu 0,4 por cento no mês passado, o primeiro declínio desde março e o maior desde setembro de 2015. O índice subiu 0,5 por cento em junho.

Após a divulgação dos números, o mercado de juros futuros passou a mostrar chances de 43 por cento de o Fed elevar os juros em dezembro. Pouco antes da divulgação dos indicadores, os contratos apontavam chance de 47 por cento.

Em outro dado, divulgado nesta sexta-feira, o índice de confiança do consumidor medido pela Universidade de Michigan ficou em 90,4 em agosto, abaixo da expectativa de 91,5 em pesquisa Reuters.

Os estoques empresariais subiram 0,2 por cento em junho, ante estimativa de alta de 0,1 por cento.

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